A austríaca Marlene Engelhorn, 30 anos, rejeitou 90% da herança de 4,2 bilhões de euros (cerca de R$ 22 bilhões). A estudante de literatura de Viena é herdeira de fundadores da multinacional Badische Anilin-und Soda-Fabrik (Basf), mas relatou não ter o desejo de ser “tão rica”. “Não fiz nada para merecer esta herança”, disse. As informações são da revista Marie Claire.
Para ela, a doação é uma questão de justiça, já que ser herdeira “é pura sorte na loteria do nascer e pura coincidência”. Como não trabalhou para ter o dinheiro, decidiu que ficará apenas com 10% do valor total.
Marlene deve receber o montante após a morte da avó, Traudl Engelhorn-Vechiatto.
Apesar de reconhecer os próprios privilégios, tem um posicionamento crítico quanto ao acúmulo bilionário de dinheiro em meio a um cenário de desigualdade de classes na sociedade. Marlene defende que tanto dinheiro não é necessário.
DISTRIBUIÇÃO DE RENDA
Marlene integra a organização Milionários Pela Humanidade, que busca garantir que os super-ricos sejam “taxados da mesma forma que os trabalhadores”.
A estudante ainda criou o movimento AG Steuersrechtigkeit, responsável por pedir que os herdeiros de grandes fortunas renunciem o valor e defendam uma maior taxa de imposto para os ricos.
Na Europa, ficou conhecido como “Tax me now”, que significa “Me Taxe Agora”.
EMPRESA BASF
A Basf é reconhecida mundialmente como a maior empresa química do planeta, registrando receita superior a 78 bilhões de euros em 2021. Conforme a News Rebeat, Marlene é descendente de Friedrich Engelhorn, o homem que fundou a Basf.
Em 1883, Friedrich deixou a empresa e investiu seu dinheiro na farmacêutica Boehringer Mannheim. O negócio ficou sob responsabilidade do neto Curt até 1997, que foi vendido para a suíça Hoffmann-La Roche por US$ 11 bilhões.
Traudl, avó de Marlene, atualmente ocupa a 687ª posição no ranking das pessoas mais ricas do mundo, conforme a revista Forbes.
*Diário do nordeste



