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Justiça mantém prisões temporárias de filha de idosa e falsa vidente no Rio

O Tribunal da Justiça do Rio de Janeiro manteve as prisões temporárias de Sabine Boghici e Rosa Stanesco Nicolau em audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (12).

Sabine, Rosa – que se apresentava como falsa vidente – , e outras cinco pessoas participaram de um golpe estimado em R$ 725 milhões contra uma idosa. A vítima é mãe de Sabine, que tramou contra ela.

A juíza Rachel Assad Cunha considerou que a prisão temporária expedida pela 23ª Vara Criminal da Comarca da Capital está dentro do prazo de validade e segue regular.

No início da audiência, a defesa de Rosa, feita pelo advogado João Lima Arantes, disse que está reunindo documentação para entrar com um pedido de revogação da prisão temporária.

João Lima Arantes também representou Sabine Boghici na audiência presidida pela juíza Ariadne Villela Lopes . Ele disse que vai se dirigir ao juízo natural sobre a prisão de Sabine.

O Ministério Público pediu a manutenção da prisão, o que foi acatado pela juíza.

Prima e filho também seguem presos

Além dela, Jacqueline Stanescos Gouveia, 52 anos, e Gabriel Nicolau, prima e filho de Rosa, respectivamente, também passaram por audiência de custódia e tiveram suas prisões temporárias mantidas.

A defesa de Jacqueline pediu a revogação da prisão alegando que nada de ilícito foi encontrado com ela. O pedido, no entanto, não foi atendido pela juíza Mariana Tavares Shu, que manteve a prisão temporária da cartomante.

Jacqueline e Rosa foram encaminhadas ainda para o serviço médico, uma vez que fazem uso de remédio controlado para a saúde.

Gabriel Nicolau, filho de Rosa, teve sua prisão mantida pelo juiz Pedro Ivo Martins Caruso D’Ippolito.

Quem é a falsa vidente

Nas redes sociais, Rosa Stanesco, ou Mãe Valéria de Oxóssi, diz ter mais de 20 anos de experiência espiritual, ter consultado mais de 180 mil pessoas e ser premiada no Brasil e no exterior.

No entanto, ela não foi capaz de prever a chegada dos policiais a sua casa na quarta-feira (10), na Rua Maria Quitéria, em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na operação Sol Poente, que pretendia desbaratar uma quadrilha que lesou uma idosa de 82 anos em R$ 725 milhões.

“A filha e a Rosa começaram a levar as obras de arte da casa da idosa alegando que os quadros estavam com mau-olhado, alguma coisa negativa, que precisava ser rezado. Eles foram levando, a idosa vendo aquilo, mas não tinha como recusar, estava completamente subjugada naquele momento, foram levando e levaram 16 quadros”, contou o delegado Gilberto Ribeiro, que comandou a operação.

O golpe de R$ 725 milhões

De acordo com a polícia, foi de posse das informações que Sabine – com quem tem um relacionamento estável -, passava sobre a mãe de 82 anos, que Rosa montou o plano para desviar os bens da idosa.

Rosa foi uma das falsas videntes que disseram que a filha da idosa iria morrer, mas que poderia se livrar do mal se a mãe da jovem fizesse um trabalho. O tal trabalho espiritual começou com grandes transferências de dinheiro, depois passou a cárcere privado da idosa – durante a pandemia -, e o posterior roubo dos quadros famosos, como a tela de Tarsila do Amaral. Ao todo, o prejuízo é estimado em R$ 725 milhões.

Ela, seu filho Gabriel Nicolau e sua prima, Jaqueline Stanesco foram presos no endereço da Maria Quitéria por envolvimento no golpe contra a idosa. Diana Rosa, que também se passava por vidente, e Slavko Vuletic, pai de Diana e padrasto de Rosa, seguem foragidos.

*G1

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