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Ensino à distância começa a superar o alcance do presencial

dispositivos e demais soluções como, por exemplo, um AVA”, acrescenta a gerente acadêmica de Ensino à Distância da Universidade Tiradentes (Unit EaD), professora Karen Sasaki. 

O EaD é mais conhecido por suas disciplinas on-line, com 100% das aulas feitas virtualmente. No entanto, há outros modelos, com outras possibilidades pedagógicas. Uma é a do ensino semipresencial, na qual os cursos intercalam etapas que combinam atividades presenciais e on-line, com a mediação de tutores especialistas capacitados. Outra é a do chamado ensino híbrido, que também alterna o digital com o presencial, mas permite que o aluno estude de forma independente, mas sempre interagindo com os colegas e com o professor, e permite ainda que algumas disciplinas práticas sejam feitas presencialmente no polo de ensino.

Segunda formação

Os cursos à distância são em média mais baratos que os presenciais, com mensalidades acessíveis para trabalhadores e de baixa renda, pois atingem um número maior de alunos de forma simultânea. “Isso é um tabu em nossa sociedade, imaginar que um curso bom é um curso caro. Na verdade, o curso bom é aquele que consegue formar bons profissionais com os recursos tecnológicos compatíveis com esses objetivos de formação do egresso”, pontua Sasaki. 

A modalidade é procurada principalmente por pessoas acima de 25 anos, que buscam aumentar a sua qualificação profissional e, por consequência, suas chances de ascender no mercado. “Majoritariamente, são pessoas que já têm alguma atividade laboral. E também hoje, com a perda de salário que a pandemia provocou, eles vão buscar algo que seja mais factível para eles no ponto de vista de flexibilidade de horário, para poder trabalhar, e também de capacidade de pagamento”, analisou o professor e consultor educacional Mozart Neves Ramos.  

E entre essas pessoas, estão profissionais já formados que querem fazer uma segunda graduação, o que abre caminho para mais oportunidades no mercado de trabalho ou para uma mudança de carreira, alinhada à busca pela realização pessoal. “Isso ainda é mais prático e eficiente ao aluno que já tem experiência acadêmica, pois ele irá ampliar as possibilidades de atuação e aprendizagem, sem abrir mão dos conhecimentos já adquiridos, tendo maior versatilidade para inserir os momentos de estudos na sua rotina”, pontua Mirilene Rodrigues, tutora de Relacionamento com o Aluno da Unit EaD. 

Para atender a estas exigências, determinadas pelo Ministério da Educação (MEC), as instituições de ensino superior seguem na modalidade EaD as Diretrizes Curriculares Nacionais de formação do aluno e independem de modalidade. Por isso, o aluno recebe o mesmo diploma de um curso presencial. Ela é regulamentada desde 1996 pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB), e com base nela que credencia e regula os cursos de graduação e pós-graduação ofertados sob este formato.

*ESTADÃO CONTEÚDOS

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