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Poliomielite: entenda os riscos de não vacinar as crianças

adulta, é um bom início de conscientização. Muitos deixam de perceber a importância da vacina porque não observarmos mais algumas doenças circulando em nosso meio”, avalia ela.

A vacina é segura?

O Ministério da Saúde reforça que todos os imunizantes que integram o PNI são seguros e estão aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

As crianças devem tomar quantas doses da vacina contra a poliomielite?

As primeiras três doses como injeções (vacina inativada) – dois meses, quatro meses e seis meses de idade. E duas doses de reforço com gotinhas – uma aos 15 meses (1 ano e três meses) e outra aos 4 anos de idade.

Durante a campanha, estão sendo administradas doses em crianças com vacinas em atraso. Cunha alerta, no entanto, que não podem receber gotinhas as crianças que não estão com as três doses da vacina inativada (injetável) em dia.

As crianças que não tomaram as injeções entre dois e seis meses devem ir e atualizar todo o esquema vacinal contra a doença?

“As crianças em atraso devem atualizar o esquema vacinal. Mesmo que tenham passado da idade de receberem as três doses inativadas, devem colocar em dia o esquema de vacinação das injeções, antes de receberem as doses de gotinha”, explica o presidente da SBIm.

As crianças que tomam vacinas somente na rede particular também devem participar da campanha do governo como um reforço?

A campanha ocorre independentemente da situação vacinal. Ou seja, pais e responsáveis devem ser estimulados a levar a criança independentemente da vacina estar em dia ou não.

“A vacinação é indiscriminada. É para todos. Recuperar quem está com dose em atraso e dar dose extra para quem está em dia, reforçando a proteção”, afirma Kfouri.

E no caso dos imunodeprimidos?

“Vale lembrar que no caso de imunodeprimidos ou pessoas que convivem com imunodeprimidos a vacina recomendada é a injetável (inativada) para todas as doses e também é encontrada nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIES)”, lembra Clarissa.

Desde quando o Brasil tem registrado queda na cobertura vacinal?

Segundo o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), as doses previstas para a vacina inativada contra a poliomielite – as que são administradas em bebês com menos de 1 ano de idade – atingiram a meta pela última vez em 2015, quando a cobertura foi de 98,29%.

Desde 2016, o País não ultrapassa a linha de 90% de crianças vacinadas. Em 2019, caiu para 84,19%. Em 2020, muito em razão da pandemia de covid-19, o índice chegou a 76,15% dos bebês imunizados. Em 2021, o porcentual ficou abaixo de 70% pela primeira vez, com 69,9%. Ou seja, a cada 10 crianças, três não estão plenamente protegidas contra o poliovírus.

Quais os riscos da doença?

A poliomielite é uma doença altamente contagiosa, que atinge principalmente crianças com menos de 5 anos e que vivem em alta vulnerabilidade social, em locais onde não há tratamento de água e esgoto adequado. O poliovírus é transmitido de pessoa para pessoa por via fecal-oral ou por água ou alimentos contaminados, e também de forma oral-oral, por meio de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar.

O vírus ataca o intestino, mas pode chegar ao sistema nervoso e provocar paralisia irreversível – daí o nome paralisia infantil – em membros como as pernas, e também dos músculos respiratórios, levando o paciente à morte. A poliomielite não tem cura, apenas prevenção, que é feita com a vacina.

Como está a situação no mundo?

Embora os casos de infectados tenham sofrido uma queda de 99% nas últimas décadas (caiu de 350 mil casos estimados, em 1988, para 29 contaminações notificadas em 2018), a Organização Panamericana de Saúde (Opas), braço da OMS, alerta que, se a doença não for completamente eliminada no planeta, 200 mil novas infecções podem acontecer a cada ano dentro de uma década.

Em julho deste ano, os Estados Unidos detectaram uma contaminação por poliomielite depois de 29 anos. O caso foi identificado no Condado de Rockland, em Nova York. Também em 2022, Moçambique (em maio) e Malauí (em fevereiro) registraram pacientes diagnosticados com pólio.

Multivacinação

– Penta (DTP/Hib/Hep B)

– Pneumocócica 10 valente

– Vacina Inativada Poliomielite (VIP)

– Vacina Rotavírus Humano (VRH)

– Meningocócica C (conjugada)

– Vacina Oral Poliomielite (VOP)

– Febre amarela

– Tríplice viral (Sarampo, Rubéola, Caxumba)

– Tetraviral (Sarampo, Rubéola, Caxumba, Varicela)

– DTP (tríplice bacteriana)

– Varicela

– Papilomavírus Humano (HPV quadrivalente)

Também estão disponíveis para os adolescentes:

– Vacinas HPV

– Dupla adulto (dT)

– Febre amarela

– Tríplice viral

– Hepatite B

– dTpa

– Meningocócica ACWY (conjugada)

Em caso de necessidade de também atualizar o esquema da vacinação contra o coronavírus, o Ministério da Saúde afirma que as vacinas contra covid-19 podem ser administradas de maneira simultânea ou com qualquer intervalo com as demais vacinas do calendário nacional a partir dos três anos de idade.

*ESTADÃO CONTEÚDOS

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