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01/10 – Dia Internacional do Café

O gesto simples, para muitos diário, de beber um café gera um mercado à escala global. A Organização Mundial do Café regista 42 países produtores. De Angola a Timor-leste. Do Brasil ao Nepal, passando pela Venezuela, Madagáscar ou Indonésia.

Desde 2015, celebra-se a 1 de outubro o Dia Internacional do Café. Uma data para sublinhar a importância do ciclo do café até nas economias locais e familiares. Pequenos mercados que estão a mudar, empurrados pelos desafios da sustentabilidades e das alterações climáticas.

“Antes estávamos habituados a um calendário de café em que a floração principal chegava em Outubro e a época da colheita propriamente dita chegava por volta de Abril. Mas devido às alterações climáticas estamos a experimentar uma floração ao longo do ano que tanto tem afectado o nosso funcionamento e estamos a colher café ao longo do ano,” explica Joseph Mukuha Ndaroini, Presidente da Associação de produtores de Nyeri, no Quénia.

 O Brasil tem razões de sobra para comemorar esta data. O país é o maior exportador do produto no mercado mundial e ocupa a segunda posição no ranking de maiores consumidores da bebida, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). O Brasil ainda responde por um terço da produção mundial de café, o que o coloca como maior produtor mundial, posto que detém há mais de 150 anos.

Três datas para celebrar o café 

Se não faltam motivos para o brasileiro comemorar a importância do café, também não faltam datas. Isso porque, o grão que se transforma em uma das bebidas mais consumidas no mundo, é celebrado três vezes ao ano: em 14 de abril (Dia Mundial do Café); 24 de maio (Dia Nacional do Café) e 1º de outubro (Dia Internacional do Café).  

O paralelo entre o Brasil e o café 

A história do café no Brasil, a partir do século XVIII, é tão importante para os rumos do país a partir de então que, de acordo com os economistas e historiadores, seria impossível conceber os avanços pelos quais passou essa nação sem os ricos rendimentos obtidos pelos barões do café. Segundo a ABIC, foram os lucros provenientes dessa lavoura, intensificada a partir das décadas de 1830 e 1840 no estado de São Paulo, que permitiram o surgimento das estradas de ferro, o avanço da urbanização, a entrada de grandes levas de imigrantes europeus e até mesmo o refinamento dos modos e costumes brasileiros.

Com a consciência dos desafios do setor, o Dia Internacional do Café põe na ordem do dia uma necessidade das comunidades produtoras: ter o café ao serviço de uma economia circular, que reutilize os recursos e invista nas comunidades locais.

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