Sem concorrência, Rishi Sunak foi anunciado como o novo primeiro-ministro do Reino Unido nesta segunda-feira (24), depois que seu rival Boris Johnson desistiu da disputa e Sunak foi o único candidato a conseguir apoio suficiente nas eleições internas para líder do Partido Conservador.
A britânica Liz Truss renunciou aos postos de líder do Partido Conservador e de primeira-ministra do Reino Unido nesta quinta-feira (20), abrindo novamente eleições para o cargo. A última eleição havia sido definida há pouco mais de um mês, no dia 5 de setembro.
Rishi Sunak ainda precisa ser convidado pelo monarca britânico, o Rei Charles III, antes de ser considerado oficialmente o primeiro-ministro, mas esse procedimento é considerado uma formalidade.
Johnson, um dos favoritos para a disputa, admitiu que não poderia mais unir o partido após um dos períodos mais turbulentos da história política britânica e não chegou a se candidatar.
A outra possível concorrente era Penny Mordaunt, líder da Câmara dos Comuns do Parlamento, mas ela não conseguiu o mínimo de 100 apoiadores que era necessário e retirou sua candidatura minutos antes do anúncio.
Sunak, ex-ministro das Finanças de 42 anos, é o terceiro primeiro-ministro do Reino Unido em menos de dois meses.
O ex-chefe de fundos enfrentará grandes desafios, encarregado de reconstruir a reputação fiscal do Reino Unido por meio de profundos cortes de gastos, em meio ao aumento das taxas de energia, alimentos e hipotecas.
Ele também vai presidir um partido que saltou de uma crise para outra nos últimos meses, muito dividido em linhas ideológicas, e um país que está ficando cada vez mais irritado com a conduta de seus políticos.
“O Reino Unido é um grande país, mas enfrentamos uma profunda crise econômica”, disse Sunak em um comunicado declarando sua candidatura no domingo.
Desafios econômicos
A Grã-Bretanha está enfrentando uma combinação economicamente tóxica de recessão e taxas de juros crescentes. O Banco da Inglaterra está tentando domar a inflação de dois dígitos, enquanto os consumidores enfrentam custos crescentes e renda real em queda.
A Grã-Bretanha tem que restaurar sua credibilidade financeira internacional depois que o plano da líder liz Truss para cortes de impostos não financiados e uma garantia cara de preço de energia assustou o mercado no mês passado e forçou o Banco da Inglaterra a intervir.
Para equilibrar um déficit orçamentário piorado pelo aumento dos custos de empréstimos que a crise causou, o próximo primeiro-ministro provavelmente terá que supervisionar cortes de gastos e aumentos de impostos. Uma declaração fiscal que trata disso está prevista para 31 de outubro.
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