Arquivo de Notícias2021 | 2022

Família enfrenta dificuldade para trazer corpo do turista brasileiro que morreu em Ushuaia de volta ao país

Amigos do publicitário brasileiro Dennis Cosmo Marin, de 37 anos, que morreu na última quarta-feira (2) atingido por uma placa de gelo em Ushuaia, na Argentina, afirmam que a família do rapaz está com dificuldades para trazer o corpo dele de volta ao Brasil.

Segundo as pessoas próximas da família, o custo de transporte do corpo de Dennis para São Paulo deve ultrapassar a marca de R$ 120 mil.

Por causa do alto custo do transporte, o grupo resolveu então se mobilizar nas redes sociais para realizar uma arrecadação em ajuda aos familiares do rapaz.

O dinheiro arrecadado, segundo os amigos ouvidos pelo g1, será usado para o transporte do corpo por avião, o pagamento do IML, além da transferência da Kombi de viagem e da gata Lince de volta ao país.

A Kombi – habitat da gata – deve retornar ao país por meio de um caminhão cegonheira. Por hora, o animal de estimação que viajava com Dennis Marin está sendo cuidada por um casal de amigos do rapaz, que também viajava de carro por Ushuaia no momento que o publicitário foi atingido pelo bloco de gelo no Parque Nacional Tierra del Fuego, em Ushuaia.

Ushuaia é a cidade mais ao extremo Sul da Argentina e do Continente Sulamericano. A distância até São Paulo é de cerca de 5.200 quilômetros. Até Buenos Aires, a capital argentina, são pelo menos 3 mil quilômetros de distância.

“Só de IML, funerária e cremação o cálculo é de R$60 mil em despesas”, afirmou um amigo da família que preferiu não se identificar.

Lembranças dos amigos

Dennis viajava desde 2018 de Kombi com sua gata de estimação. Adriana Fagundes e o marido Rafael estão acampados no mesmo camping que Dennis estava com sua Kombi, na Argentina, antes do acidente.

Em vídeo publicado no canal deles, o casal publicou imagens desde o primeiro encontro com o paulistano, no Chile, e até os últimos momentos de Dennis em Ushuaia.

“Essa é a nossa homenagem que a gente tem. São momentos bons juntos. Tivemos muito momentos bons, não só quando a gente estava gravando. A Lince já ficou muitas vezes no nosso carro. Uma amizade muito boa que a gente criou”.

“Parecia que éramos amigos de infância. Uma pessoa muito boa, amigável. Estava sempre pronto para ajudar. Tivemos momentos muito felizes e maravilhosos. Todos os momentos com o Dennis foram maravilhosos”, ressalta o casal.

O casal ainda relatou que após o susto com a notícia, comunicada por policiais, já pensaram na Lince, que estava dormindo dentro da Kombi.

“A gente sabia que ela estava ali dormindo, tranquila. Então, os policiais começaram a falar que iam levar ela para uma espécie de abrigo municipal. A gente não aceitou. Dissemos que íamos ficar com a gata”.

“Ai fui entender o procedimento deles. A Kombi, eles lacraram para fazer perícia. Com isso, eles começaram a falar que a gata ia para esse local e eu não deixei, sabe lá onde iam levar. Conversei com o policial e o policial entrou em contato com pessoas, falando que ia fazer um termo de responsabilidade, que assinei. Policiais permitiram que eu só tirasse a ração da Kombi. A caixa dela, roupas, casinha, não foi possível retirar”, ressaltou Rafael.

Adriana diz que entrou em contato com a mãe de Dennis e que combinou de levar Lince para o Brasil.

“Tem momentos que eu choro muito, porque o Dennis era nosso amigo. Mas aí eu penso que tenho que confiar em Deus, porque ele está em um lugar muito melhor que aqui. A Lince me ajuda a lembrar dele de um jeito feliz”.

*G1

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here