Amigos do publicitário brasileiro Dennis Cosmo Marin, de 37 anos, que morreu na última quarta-feira (2) atingido por uma placa de gelo em Ushuaia, na Argentina, afirmam que a família do rapaz está com dificuldades para trazer o corpo dele de volta ao Brasil.
Segundo as pessoas próximas da família, o custo de transporte do corpo de Dennis para São Paulo deve ultrapassar a marca de R$ 120 mil.
Por causa do alto custo do transporte, o grupo resolveu então se mobilizar nas redes sociais para realizar uma arrecadação em ajuda aos familiares do rapaz.
O dinheiro arrecadado, segundo os amigos ouvidos pelo g1, será usado para o transporte do corpo por avião, o pagamento do IML, além da transferência da Kombi de viagem e da gata Lince de volta ao país.
A Kombi – habitat da gata – deve retornar ao país por meio de um caminhão cegonheira. Por hora, o animal de estimação que viajava com Dennis Marin está sendo cuidada por um casal de amigos do rapaz, que também viajava de carro por Ushuaia no momento que o publicitário foi atingido pelo bloco de gelo no Parque Nacional Tierra del Fuego, em Ushuaia.

Ushuaia é a cidade mais ao extremo Sul da Argentina e do Continente Sulamericano. A distância até São Paulo é de cerca de 5.200 quilômetros. Até Buenos Aires, a capital argentina, são pelo menos 3 mil quilômetros de distância.
“Só de IML, funerária e cremação o cálculo é de R$60 mil em despesas”, afirmou um amigo da família que preferiu não se identificar.
Lembranças dos amigos
Dennis viajava desde 2018 de Kombi com sua gata de estimação. Adriana Fagundes e o marido Rafael estão acampados no mesmo camping que Dennis estava com sua Kombi, na Argentina, antes do acidente.
Em vídeo publicado no canal deles, o casal publicou imagens desde o primeiro encontro com o paulistano, no Chile, e até os últimos momentos de Dennis em Ushuaia.
“Essa é a nossa homenagem que a gente tem. São momentos bons juntos. Tivemos muito momentos bons, não só quando a gente estava gravando. A Lince já ficou muitas vezes no nosso carro. Uma amizade muito boa que a gente criou”.
“Parecia que éramos amigos de infância. Uma pessoa muito boa, amigável. Estava sempre pronto para ajudar. Tivemos momentos muito felizes e maravilhosos. Todos os momentos com o Dennis foram maravilhosos”, ressalta o casal.
O casal ainda relatou que após o susto com a notícia, comunicada por policiais, já pensaram na Lince, que estava dormindo dentro da Kombi.
“A gente sabia que ela estava ali dormindo, tranquila. Então, os policiais começaram a falar que iam levar ela para uma espécie de abrigo municipal. A gente não aceitou. Dissemos que íamos ficar com a gata”.
“Ai fui entender o procedimento deles. A Kombi, eles lacraram para fazer perícia. Com isso, eles começaram a falar que a gata ia para esse local e eu não deixei, sabe lá onde iam levar. Conversei com o policial e o policial entrou em contato com pessoas, falando que ia fazer um termo de responsabilidade, que assinei. Policiais permitiram que eu só tirasse a ração da Kombi. A caixa dela, roupas, casinha, não foi possível retirar”, ressaltou Rafael.
Adriana diz que entrou em contato com a mãe de Dennis e que combinou de levar Lince para o Brasil.
“Tem momentos que eu choro muito, porque o Dennis era nosso amigo. Mas aí eu penso que tenho que confiar em Deus, porque ele está em um lugar muito melhor que aqui. A Lince me ajuda a lembrar dele de um jeito feliz”.
*G1



