O STJ marcou para esta terça-feira (6) o julgamento do recurso especial na ação movida por Luiza Brunet contra o empresário gaúcho Lírio Parisotto. A busca é de reconhecimento da união estável, o que daria a ele o direito à divisão de bens.
Parisotto foi acusado, em 2016, de agredir fisicamente a então companheira, com um soco no olho, durante viagem do casal a Nova York. Por esse ilícito ele restou condenado a um ano de detenção, em regime aberto.
O episódio aconteceu às vésperas do aniversário de 54 anos da atriz. O casal estava junto desde 2012, quando se assumiram publicamente. Em entrevista ao GLOBO, em 2019, ela contou que as agressões começaram a partir do segundo ano de convivência, tanto física como verbalmente. Ao todo, o relacionamento durou cinco anos, mas Brunet revelou que amava o empresário e acreditava quando Lírio Parisotto dizia que iria parar de agredi-la.
O fundador da petroquímica Innova, antiga Videolar, foi condenado em primeira instância por agressão, em junho de 2017. Quase dois anos depois, em fevereiro de 2019, a decisão foi mantida durante um novo julgamento no Tribunal de Justiça de São Paulo.
No dia do parecer, Luiza estava em reunião para uma campanha de prevenção e combate à violência doméstica, e comemorou o resultado em suas redes sociais. “Finalmente se fez justiça. Esse é um momento de vitória para as mulheres”, celebrou em um post compartilhado com os seguidores no Instagram.
Lírio Parisotto foi enquadrado na Lei Maria da Penha. Apesar disso, foi condenado apenas a prestar serviços comunitários e a pagar cestas básicas. Em 2020, Luiza tentou provar ao STJ o status que mantinha com o bilionário, mas a Suprema Corte negou o pedido de união estável. Consequentemente, a partilha de bens também foi negada.
Símbolo do combate à violência contra a mulher desde o episódio em questão, Luiza Brunet chegou a ser convidada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para participar de uma campanha internacional contra a violência doméstica, em 2018.
*O Globo



