Uma jovem alega que foi agredida pelo pai de uma antiga amiga. Era para ser apenas uma conversa entre amigas, que acabou em soco, discussão e trauma.
A estudante Rachel Antônia Medeiros da Motta apanhou de Paulo Eduardo Vassimon. Ele é paraquedista, bombeiro civil e pai de Nathália, que era amiga de Rachel.
Elas estudavam no mesmo colégio. Ao final do ensino médio, as duas decidiram sair de casa e dividir um apartamento na Praça Seca, na Zona Oeste do Rio, e logo os desentendimentos começaram. Segundo Rachel, por problemas com limpeza e a bagunça deixadas por Nathália, com as quais ela não concordava.
A confusão registrada em vídeo aconteceu quando Nathália foi ao apartamento retirar seus pertences.
“Quando ela chegou, fui entender por que ela estava fazendo aquilo sem me avisar nada. E aí foi o momento da agressão”, contou a vítima.
A estudante contou que Paulo Eduardo foi na direção da irmã dela. Ela tentou proteger a irmã e foi empurrada por Paulo Eduardo.
“Ele começou a me empurrar, peguei meu celular e falei que ia chamar a polícia para me resguardar de alguma coisa que pudesse acontecer. Aí, ele começou a me empurrar, me socou no rosto, me socou na perna”, contou a jovem.
Rachel registrou a ocorrência na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) como agressão. Agora, ela está vivendo em Niterói, na Região Metropolitana, com o pai e diz que tem medo de voltar ao Rio.
“Rachel está abaladíssima, não consegue dormir direito, só à base de calmante. Já está fazendo tratamento psicológico, passou pelo exame de corpo de delito, que detectaram as lesões causadas pelas agressões no rosto dela. Ela está em pânico”, contou o pai da jovem, Vinícius Motta.
A jovem diz que ficou traumatizada com o episódio.
“Eu não consigo voltar ao Rio, eu fiquei com trauma só de voltar ao Rio. Tive uma crise de ansiedade muito forte. Tenho medo de encontrar o pai dela.”, disse Rachel.
Por telefone, Paulo Eduardo Vassimon disse ao RJ1 que não agrediu Rachel. Ele alega que empurrou a jovem para apartar a briga entre Rachel e a filha dele. Paulo Eduardo disse ainda que vai consultar um advogado para responder pelo caso.
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