Com os olhos vidrados na galeria de 1958, dentro da Sala das Copas do Mundo, no Museu do Futebol, Kevin e Elizabeth Drew admiram as fotos que carregam a história do menino que, com apenas 17 anos, conquistou o primeiro Mundial pelo Brasil.
Para os americanos, Pelé é sinônimo de Brasil e de futebol. Para todos os fãs do Rei em São Paulo, visitar o museu nesta sexta-feira (30), um dia após a morte do ídolo, tornou-se uma maneira de celebrá-lo.
“Eu não sabia sobre futebol, mas eu conhecia o Pelé”, explica Elizabeth, que visita o Brasil pela primeira vez. Ela comenta que recebeu a notícia da morte do Rei do Futebol em choque, já que no dia anterior havia assistido ao documentário do camisa 10.
As filmagens com os gols históricos e as jogadas a deixaram encantada e entusiasmada, por perceber a grandeza do atleta. Kevin comenta que não assistiu às partidas da Copa de 1970. Mas, como jogava futebol, tinha noção do tamanho da competição.
“O Pelé é muito conhecido nos Estados Unidos. No entanto, eu não conhecia o Brasil, mas eu sabia sobre Pelé”, ressalta o americano, que também comenta que sente que o futebol traz um sentimento “universal” pela simplicidade do esporte. “Pessoas de todas as idades e de todas as origens podem jogar. Só precisam de uma bola”, finaliza.
Em frente à bilheteria do museu, na porta do estádio do Pacaembu, José Roberto aprecia a foto do Rei do Futebol em um lugar dedicado às homenagens dos torcedores. Santista, o torcedor decidiu visitar o lugar pela primeira vez, por conta da morte de Pelé. “Eu estou emocionado”, revela.
Claudio Marraccini, visitante do museu, diz que tem vontade de repassar aos filhos quem foi Pelé, já que fazem parte de uma geração diferente da do Rei do Futebol: “A gente mostrou, com vídeos nas redes sociais, quem foi o Pelé, as melhores jogadas e os gols mais bonitos”, comenta.
O Museu do Futebol dedicou toda a sala Anjos e Barrocos, que costuma apresentar imagens dos maiores jogadores e jogadoras do Brasil, a Pelé. Além disso, a camisa 10 original usada pelo Rei do Futebol na final da Copa de 1970 foi posta para exposição e, na última sala do museu, o filme Pelé 80 — O Rei do Futebol, dirigido por Gringo Cardia, é exibido no auditório.
Para Marília Bonas, diretora técnica do museu, as visitas devem crescer por conta da morte de Pelé. “As homenagens continuarão para que todas as pessoas possam celebrar o Pelé. Ele tem um impacto em diferentes gerações. Os pais ou avós apresentam as jogadas para os netos, e o museu proporciona um encontro intergeracional. Pelé atravessou todas essas gerações”, diz.
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