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Reunião da Força-Tarefa de Governadores pelo conservação ambientalpromove debates temáticos sobre conservação ambiental

Após a manhã marcada pela abertura oficial da 12ª Reunião da Força-Tarefa de Governadores pelo Clima e Florestas (GCF Task Force), nesta quinta-feira (17/03), a tarde deu lugar à discussão das primeiras faixas temáticas que se alinham com o Manaus Action Plan (Plano de Ação de Manaus).

A primeira temática discutida foi “Pessoas e Comunidades”, com moderação de Coleen Scanlan Lyons, Chefe de Projeto da Força-Tarefa do GCF. Participaram como palestrantes Oseas Barbarán Sanchez, presidente da Confederación de Nacionalidades Amazónicas (Conap); Juan Carlos Jintiach, da Coordinator of Indigenous Organizations of the Amazon Basin (Coica); Gustavo Sanches, da Alianza Mezoamericana de Puebos y Bosques (AMPB); Ricardo Queiroz, da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM); Fany Kuiru, da Confederación de Nacionalidades Amazónicas (Conap); e Shannon Dilley, da California Air Resources Board.

Para Coleen Scanlan Lyons, iniciar as discussões com “Pessoas e Comunidades” não foi por acaso. Segundo ela, trata-se um dos pilares dos mais importantes do Manaus Action Plan (MAP).

TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E PESQUISA

A tarde teve continuação com a segunda faixa temática: Tecnologia Inovadora e Pesquisa para Conservação e Desenvolvimento, com foco especial em bioeconomia.

O papel da universidade no desenvolvimento econômico e inovador da Amazônia foi um dos temas do debate. Para iniciar, o reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Cleinaldo Costa, apresentou os projetos em desenvolvimento, apontando os avanços na integração de indígenas à instituição de ensino.

Outra importante participação foi de Bruce Nelson, pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), que ressaltou que a bioeconomia também é entender como a floresta pode reagir com o aumento da temperatura. “De 1980 a 1998, não houve um dia em que a floresta passou dos 38°. Porém, de 1998 até os dias atuais, isso aconteceu em seis anos. Isso se deve ao aumento de CO2”, afirmou.

Bruce explicou que outro fenômeno que vem se repetindo é a ocorrência dos extremos de seca e chuva. “Há necessidade de entender a importância da degradação da floresta, e não apenas o desmatamento”, defendeu.

Entre os palestrantes também estava o secretário de Meio Ambiente do Pará, Mauro O’ de Almeida, que enfatizou que um dos eixos do Estado é a bioeconomia. Para o secretário, essa é uma prática utilizada há séculos pelos povos indígenas.

Outro convidado a participar da reunião foi o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) de Tefé, Daniel Sacha, que explicou a importância de investir na juventude, bem como focar nas questões sociais. “Se não resolvermos a questão da pobreza e da fome, vamos perder a agenda ambiental”, destacou o secretário.

O encontro incluiu também instituições privadas, como a Coca Cola, e centros de pesquisa e coleta de dados, com temas de inovação e potencial de transformação de realidades econômicas. A reunião contou ainda com rodadas de perguntas abertas à plateia e apresentações audiovisuais com destaque à floresta.

*Com informações da Assessoria

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