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Descubra o som ‘tribalista manauara’ do trio ‘Os Maninhos’

“Eu comprei roupa nova pra ficar na janela contemplando a beleza dessa cirandeira bela…”. A frase é da música “Dia Mais Quente”, assinada por Agenor Priori, Marcelo Nakamura e Magaiver Vasconcelos, três músicos amazonenses, já conhecidos no cenário artístico da capital, mas que nunca tinham juntado os acordes para produzir juntos. A oportunidade veio com a pandemia, motivada pela necessidade de correr atrás dos prejuízos da suspensão compulsória dos eventos artísticos.

O clipe da música traz símbolos da vida cabocla. O salão de festas na casa feita de madeira, em forma de palafita, com o povo rebolando ao som de Alberto Moreno, um dos ícones da música regional paraense. A cerveja em lata, o cigarro a retalho, as luzes coloridas, pra quem conhece este cenário é impossível não se remeter a tantos locais em que a cultura cabocla reina absoluta. As composições do grupo estão nas plataformas de música digital.

O Portal Cultura Norte recebeu o material de divulgação do trio. Abaixo, segue o texto que fala mais sobre Os Maninhos. Agora, o PCN registra a dica: se você gosta de música regional, recomendamos. Ah! E não tem só ritmos amazônicos, como o carimbó e o gambá. Tem até funk. Mas as letras são todas igualmente inteligentes e que nem broa de povilho doce que a gente compra na feira da Aparecida, às terças-feiras: não dá pra comer (ouvir) só uma. Quer apostar?

Sobre Os Maninhos

Em meio ao período pandêmico, uma conversa de WhatsApp dá origem ao trio Os Maninhos, criado em agosto de 2020. Desde lá, os encontros entre Magaiver Santos, Agenor Vasconcelos e Marcelo Nakamura renderam o primeiro EP, já disponível nas principais plataformas de música. https://ps.onerpm.com/4616475727
O cancelamento dos eventos que sustentavam os músicos manauaras, instigou as reuniões entre o trio para compor novas músicas. “Logo no primeiro encontro surgiu uma música e tínhamos a sensação de ter descoberto a pólvora. O processo foi divertido e prazeroso”, explica Agenor Vasconcelos

Ritmos amazônicos como cumbia, gambá, carimbó e toada ritual, por exemplo, podem ser considerados a base da musicalidade do trio, mas se prender a um estilo não é proposta d’Os Maninhos.

“Além desses ritmos mais relacionados ao mundo Amazônico, gravamos uma música em ritmo de funk que fala de uma história de amor bem bacana. Nosso processo criativo não vê muitas barreiras, fazemos referência a disco voadores e festas raves em ritmo de carimbó. Nossa especialidade é a mistura”, diz Agenor.

Em mais de dez anos de trajetória na cena musical, cada músico tem projetos e carreiras já encaminhadas e dizem ter Os Maninhos como uma válvula de escape criativa. “É um tribalismo manauara. Fomos descobrindo novos caminhos que antes não conseguíamos avistar” completa Agenor.

Com 5 faixas, o EP homônimo foi gravado durante reuniões que aconteceram, principalmente, na casa de Marcelo Nakamura. Agenor levou os equipamentos e realizou as gravações. Parte das vozes e violões foram gravados no estúdio Tupira, em outubro de 2020.

Os Maninhos e a Lei Aldir Blanc

O EP é um dos desdobramentos do projeto audiovisual Os Maninhos – Série documental sobre a música manauara, resultado dos investimentos da Lei Aldir Blanc e captado por meio do Edital Conexões Culturais 2020 da Prefeitura de Manaus. Material disponível em: https://bit.ly/2Rt9fNM

‘Dia Mais Quente’

Primeira faixa apresentada ao público, a música ‘Dia Mais Quente’ chegou com um videoclipe lançado em abril.

Com ritmos e cores quentes, o videoclipe traz ao público um mergulho na experiência das pequenas festas de interior e permite sentir, junto com os personagens, a vibração da música dançante apresentada pelo trio.

O trabalho marca a estreia da coletânea audiovisual Neon do Norte e pode ser visto no Youtube (bit.ly/neondonorte) e no site oficial do projeto (www.neondonorte.com).

*Com informações da assessoria. | Texto: Patrícia Borges

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