A Banda Manauara “Os Dry Martinis” teve início em 2010, com uma estreia nada convencional no tradicional cinema da cidade, o Cine Oscarito, na avenida Getúlio Vargas, no bairro Centro, zona Sul de Manaus, onde funcionava o antigo Cine Renato Aragão (1990-2001). A banda fez sua primeira apresentação no tradicional cinema em 2010.

A origem do nome da banda foi inspirado em um drink antigo, popular nos anos 40 e 50. “Queríamos algo que soasse bem, fosse de fácil pronúncia e fizesse referência aos anos 50. Desta forma foi natural a escolha do nome, além de ser uma referência a pin-ups como a artista burlesca Dita Von Teese e ilustrações do Sailor Jerry”, afirmou Rayssa Deschain.
Atualmente a banda é composta por quatro integrantes, são eles: Rayssa Deschain no Baixo, Matheus Gondim na Guitarra, Mixiko na Bateria e Faresin no Violão. Apaixonados por música, apenas um dos integrantes vive 100% dessa paixão, o restante divide sua paixão com suas formações profissionais, professores mestres e doutores.
Desde então a banda de rock tem levado o rockabilly e rock and roll 50’s a diversos lugares de Manaus. Em março deste ano, a banda lançou seu primeiro registro de trabalho autoral em todas as plataformas digitais, o álbum “Homônimo”.

O novo álbum é composto por sete músicas autorais, contando também com uma nova versão gravada da música ‘OMG’, de Usher. Além de uma composição em potuguês. Todas as composições são assinadas pelo guitarrista Matheus Gondim e pela contrabaixista Rayssa Deschain.
Em entrevista exclusiva para O Primeiro Portal, a banda contou mais detalhes sobre a carreira musical.
Como foi realizada a produção do primeiro álbum da banda?
Já tínhamos algumas músicas autorais mas que não tínhamos gravado. E com a Covid-19 e a perda de amigos próximos sentimos a necessidade de um registro do trabalho da banda que já tinha alguns anos de estrada. Mas não tínhamos registro nas plataformas de streaming. Para a sonoridade priorizamos referências dentro do rockabilly e rock and roll 50’s que gostamos de ouvir, demos preferência a composições dançantes como Shake it up.
O que motivou a escolha desse estilo musical?
O rockabilly aparece ali bem no início dos anos 50 assim como o rock and roll. Eles não são iguais, são diferentes enquanto o rock and roll tem o pé mais no blues, o rockabilly tem o pé mais no country. Estamos bem anos 50 porque pra gente não é somente um som, existe toda uma subcultura e cena em volta, cena esta que participamos e ouvimos por muitos anos.
Então para nós é uma escolha natural, gostamos da estética e sonoridade dos anos 50. Somos retrô, porém não somos retrógrados.
Quando será lançada a versão da música do Usher “OMG”?
Ela já está gravada porém por uma questão de desenrolar de autorização ela vai ser lançada posteriormente junto com uma versão de “Believe” da Cher.
Curiosidade: onde surgiu a inspiração da Arte do Álbum?
A Arte da banda foi feita pelo artista Old78’s. A principal inspiração dele foram os cartazes de shows dos músicos dos anos 50 e 60. Ele se inspira muito na arte mid century.
Quais locais vocês costumam se apresentar em Manaus-AM?
Sempre participamos dos eventos organizados pelo El Barbero, recentemente fizemos um especial Elvis, além de eventos particulares.
Ser músico no Brasil tem suas dificuldades, ainda mais quando o mundo passa pela maior pandemia, que afeta muitos artistas. Diante disso, Os Dry Martinis finalizam a entrevista com a seguinte mensagem:
“Acreditamos que é necessário acreditar no próprio trabalho. Mesmo estando geograficamente isolados da nossa cena por exemplo, as plataformas de streaming permitem que você e o seu trabalho sejam ouvidos em todos os lugares do mundo. Ficamos muito animados com a repercussão do trabalho fora de Manaus. Não desista”, finalizou Rayssa.
Os contatos para shows podem ser feitos pelo Instagram oficial da banda @osdrymartinis ou pelo facebook (Os Dry Martinis).
A equipe OPP deseja muito sucesso a banda e agradece a entrevista concedida.





