Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se reúnem para um ato na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio, nesta terça (7). A manifestação, convocada por Bolsonaro, tem uma pauta antidemocrática, com ameaças a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Congresso.
A PM e a Guarda Municipal acompanham todos os atos, e as ações são coordenadas pelo governo do estado e pela prefeitura conjuntamente.
A caminhada em Copacabana começou no Posto 5. Quase ninguém usava máscara, e houve aglomeração. Os manifestantes estavam de verde e amarelo e carregavam bandeiras do Brasil.
Na concentração, carros de som tocavam o Hino Nacional e músicas enaltecendo Bolsonaro. Caminhões, sem os baús, exibiam bandeiras e dizeres. Um carro tinha um painel luminoso que alternava mensagens contra o STF.
Uma faixa pedia: “Presidente, coloque todos esses vagabundos na cadeia, começando pelo STF!” Outro exigia: “Libertem os presos políticos do STF!” Outra defendia “intervenção federal com Bolsonaro no poder” — o que é inconstitucional.
Manifestantes levaram cartazes em inglês. Um trazia “New STF, ICMS on fuel, printed vote” — em tradução livre, “novo STF, ICMS de combustíveis e voto impresso”. Outro pedia “Removal of corrupts in STF and Congress”, ou “retirada de corruptos do STF e do Congresso”.
Líderes de movimentos de direita, pastores, influencers e ex-militares, em discursos nos carros de som, convocavam Bolsonaro a agir contra “ataques à liberdade”, citando “atos do STF, do Congresso e da mídia”.
Os manifestantes carregam placas com dizeres como “independência ou morte”, “liberdade em redes sociais”, “voto impresso”, “impeachment de Alexandre de Moraes”, “ação contra o golpe da esquerda”, “Lula na cadeia” e “criminalização do comunismo”.
Também havia cartazes com xingamentos ao STF e contra a imprensa. Outros exigiam “liberdade de expressão” e “liberdade de internet”.
Às 10h45, uma motociata que saiu da Zona Oeste chegou à manifestação.









Contexto
Os atos — pró e contra Bolsonaro — acontecem em meio a embates do presidente com o Supremo Tribunal Federal (STF), e em um contexto de uma acentuada crise econômica e também de queda na popularidade e nas avaliações sobre a administração de Bolsonaro.
A última pesquisa Ipec, divulgada no final de junho, mostrou que a aprovação do governo caiu para 24%, enquanto a reprovação alcançou 49%. Já a pesquisa Datafolha sobre as eleições presidenciais de 2022 apontam que as intenções de voto de Bolsonaro recuaram, e o atual presidente não seria reeleito em qualquer dos cenários avaliados.
Ao mesmo tempo, a população atravessa fortes dificuldades econômicas, com a disparada da inflação e desemprego próximo a taxas recordes.
*Com informações do Portal G1/Globo



