Mykhailo Podolyak, assessor especial do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse nesta quarta-feira (16) que a Rússia é culpada pelo incidente com os mísseis que atingiram a Polônia, matando duas pessoas.
“Na minha opinião, é necessário aderir a apenas uma lógica. A guerra começou e está sendo travada pela Rússia, que ataca massivamente a Ucrânia com mísseis de cruzeiro. A Rússia transformou a parte oriental do continente europeu em um campo de batalha imprevisível.” disse Podolyak.

Declaração de Podolyak aconteceu, nesta quarta-feira (17), após o presidente dos EUA, Joe Biden, dizer que o míssil que matou duas pessoas na Polônia provavelmente não foi disparado pela Rússia.
“Intenção, meios de execução, riscos, escalada, tudo isso é apenas a Rússia. E não pode haver outra explicação para quaisquer incidentes com mísseis.”
A declaração de Podolyak sugere que a Ucrânia pode ser a responsável por disparar o míssil, mas que incidente não teria acontecido se a Rússia não tivesse dado início a guerra.

A morte de dois cidadãos poloneses aconteceram em uma instalação de grãos próxima da fronteira ucraniana na terça-feira (16), quando a Rússia atacou a Ucrânia com mísseis.
Podolyak disse que “quando um país agressor lança um ataque massivo de mísseis em todo o território de um grande país do continente europeu com suas armas soviéticas desatualizadas (mísseis classe X), uma tragédia, mais cedo ou mais tarde, também ocorre nos territórios de outros estados.”
“Além disso, mísseis russos ou seus fragmentos caíram mais de uma vez em zonas de fronteira. Não vejo o menor sentido em fugir dessa lógica simples, apenas a Rússia é culpada pelas ameaças e excessos em outros países com seus ataques de mísseis”, disse.
Além da declaração, Podolyak disse em seu perfil no Twitter que era hora de a Europa “fechar o céu” sobre a Ucrânia, acrescentando: “Não há necessidade de procurar desculpas e adiar decisões importantes”.
Nesta quarta, a OTAN se reunirá para discutir o incidente na Polônia, país que faz parte da organização, uma aliança militar intergovernamental.

Ainda nesta quarta, o papa Francisco condenou a última onda de ataques com mísseis da Rússia contra a Ucrânia e pediu um cessar-fogo para evitar o risco de uma escalada do conflito.
A declaração aconteceu durante audiência geral enquanto aliados da Otan ainda investigavam relatos da explosão no vilarejo polonês. O papa não mencionou o incidente.
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