Na manhã desta segunda-feira (06), a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) informou o desaparecimento do indigenista Bruno Araújo Pereira, funcionário licenciado da Fundação Nacional do Índio (Funai), e o jornalista inglês Dom Phillips, que desapareceram no Vale do Javari, no Amazonas.
O jornalista inglês e o indigenista viajaram para o Lago do Jaburu em 3 de junho, para entrevistar indígenas da comunidade local, e retornariam no dia 5, logo cedo para a cidade de Atalaia do Norte.
Antes de chegar ao destino final, pararam na comunidade São Rafael, para uma visita previamente agendada com o líder comunitário conhecido como “Churrasco”. O encontro tinha o objetivo de consolidar trabalhos conjuntos entre ribeirinhos e indígenas na vigilância do território, bastante afetado pelas intensas invasões.
Eles chegaram ao local por volta das 6h, onde conversaram com a mulher do líder comunitário, porque o mesmo não estava no local. Depois, partiram rumo a Atalaia do Norte, uma viagem que dura cerca de duas horas, mas nunca chegaram ao destino final.
Dom Phillips é um jornalista colaborador do veículo britânico The Gardian e está trabalhando em um livro sobre meio ambiente com apoio da Fundação Alicia Patterson.
Bruno é considerado um dos indigenistas mais experientes da Fundação Nacional do Índio (Funai). No órgão desde 2010, ele foi coordenador regional da Funai de Atalaia do Norte por cinco anos.
O indigenista vinha sofrendo ameaças por combater a exploração ilegal e a invasão de terras indígenas.
O Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal e a Fundação Nacional do Índio (Funai) investigam o caso.
Local do desaparecimento:

As buscas retomaram, nesta terça-feira (7), pelas equipes da Fundação Nacional do Índio (Funai), da Força Nacional e da Polícia Federal.
Ameaças
Eliesio Marubo contou para o Primeiro Portal, que a região é alvo de várias ameaças, ele afirma que as ocorrências têm sido notificadas às autoridades. A mais recente foi uma ocorrência de agressão com membros do grupo, dentro do município de Atalaia do Norte.
“No mês de abril foi feito um boletim de ocorrência, após uma agressão dentro do município de Atalaia do Norte”, afirmou.
A equipe tem reportado constantemente para as autoridades, evidências de ameaças, invasão na terra que a equipe notifica, tudo isso é documentado e apresentado às autoridades para tomarem alguma providência.
Veja o documento:



