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Caso Flávio entra em sigilo após liberação de acesso aos celulares da ex-primeira dama de Manaus

Os autos que investigam a morte do engenheiro Flávio Rodrigues passam a correr em sigilo a partir de hoje (14/6). Na decisão, o juiz Celso de Paula, da 1ª Vara do Tribunal de Júri de Manaus decreta novamente o segredo dos documentos para que “pessoas estranhas aos autos não mais tenham acesso ao conteúdo do processo”.

Decisão desta segunda-feira (14/6).

Decisão ocorre após divulgação, na última sexta-feira (11/6), da autorização para que o Ministério Público do Amazonas (MPAM) possa extrair e compartilhar dados dos aparelhos que foram apreendidos após o crime, enviando os aparelhos ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Na decisão, o juiz não cita a quem pertencem os celulares. No entanto, conforme apuração do site Amazonas Atual , os eletrônicos citados na decisão pertencem a Igor Gomes e Elisabeth Valeiko, ex-primeira dama de Manaus.

Decisão de sexta-feira (11/6)

Igor é esposo de Paola Valeiko, filha da ex-primeira dama, e proprietário da casa onde morada Alejandro Valeiko à época do crime.

Relembre o caso

O engenheiro Flávio Rodrigues foi encontrado morto no dia 30 de setembro de 2019, em um terreno baldio no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus. O homicídio ocorreu após uma festa, realizada no dia 29, na casa de Alejandro Molina Valeiko, filho da primeira dama de Manaus.

Mayc Paredes, Elizeu da Paz e Alejandro Valeiko foram acusados de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e tentativa de homicídio. Também são réus do caso Paola Valeiko, denunciada por fraude processual, por ter limpado a casa antes da chegada da perícia e José Edvandro Júnior, que responde por denúncia caluniosa, por conta de uma primeira versão, de invasão à casa, contada em boletim de ocorrência.

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