A juíza Elizabeth Machado Louro precisou interromper o depoimento do delegado Henrique Damasceno, primeira testemunha ouvida na audiência sobre a morte do menino Henry Borel, de 4 anos, após discussão entre o promotor do Ministério Público, Fábio Vieira, e o advogado de defesa de Monique Medeiros, Thiago Minagé.
O advogado disse que Damasceno estava dando opiniões e não falando sobre os fatos do dia do crime.Para dar continuidade ao depoimento do delegado, a juíza teve que intervir na discussão e comparou a audiência à CPI da Covid-19, marcada por discussões entre os presentes. “Aqui não é CPI. Aqui a gente está para ouvir a testemunha. Isso aqui não vai virar circo!”, afirmou.Em depoimento, o delegado Damasceno, responsável pela investigação do caso, disse que, segundo a equipe médica e os laudos periciais, Henry já chegou morto ao hospital, apesar de ter sido submetido a manobras de ressuscitação.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) deu início, nesta quarta-feira, por volta das 9h30, à primeira audiência da morte de Henry Borel. O pai do menino, Leniel Borel, em entrevista à imprensa, mostrou descontentamento com o desaparecimento de algumas testemunhas de acusação contra a ex-mulher Monique Medeiros e o namorado dela, o Dr. Jairinho, a quem chamou de monstros. Para a audiência, está previsto o depoimento de 12 testemunhas de acusação, mas algumas não foram localizadas pela justiça. A mãe de Henry participa pessoalmente da primeira audiência, enquanto Dr. Jairinho acompanha por vídeo conferência.
*informações O Dia



