As buscas pelo indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips continuam nas regiões de mata Atalaia do Norte, a dupla desapareceu no Vale do Javari, quando faziam o trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael até a cidade de Atalaia do Norte.
Eliesio Marubo procurador jurídico da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari relatou que o time da Univaja desde do último domingo (data que dupla desapareceu) montou acampamento no local para auxiliar nas buscas e que povos indígenas estão auxiliando nas buscas.
“Atualmente estou na coordenação da sala de situação da Univaja, estamos tendo 100% de colaboração e voluntariado de todos os povos indígenas existentes no rio Javari.
Segundo noticiado pela imprensa, o coordenador teria sido uma das últimas pessoas a falar com o indigenista, informação que foi negada por ele: ‘Eu não fui a última pessoa a falar com o Bruno’.
Agenda de Bruno era discreta
Na última terça-feira (7) em entrevista à rádio CBN Nacional na manhã desta , Eliesio Marubo afirmou que monitorava a agenda de Bruno na região amazônica.
“Ele, quando vinha para a região, nós não divulgávamos a agenda para terceiros. Para a equipe da Univaja era uma equipe reduzidíssima que tinha acesso à agenda de Bruno. Ele me ligou dizendo que viria para a região, que traria o jornalista”, disse.
Ainda segundo Marubo a Univaja já tinha um fluxograma de possíveis atividades em caso de desaparecimento e que existe um protocolo de segurança, acionado em caso suspeitos: “Na medida que não apareceu no horário combinado, nós demos uma carência de mais ou menos duas horas e como ele não apareceu, aí sim a nossa equipe que trabalha diretamente com ele passou a fazer buscas na região”, informou.
O procurador da Univaja acredita que Bruno e Dom sofreram alguma emboscada e que o barco em que estavam foi escondido. “Porque não é fácil de naufragar, tinha um equipamento específico dentro dele que impede de afundar. E se esse recurso tivesse sido empregado no domingo mesmo certamente nós já teríamos informações”, explicou.
Região do Vale do Javari é marcada por caçadores ilegais e ataques armados
A Terra Indígena Vale do Javari, abriga o maior número de etnias em isolamento voluntário no Brasil, eles vivem há vários anos um conflito entre caçadores ilegais e indígenas.




