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Dia Nacional do Técnico de Enfermagem: Conheça histórias de profissionais que atuam para salvar vidas em Manaus

Hoje 20 de maio, é comemorado o Dia Nacional do Técnico e do Auxiliar de Enfermagem. Segundo dados do COFEN- Conselho Federal de Enfermagem no Brasil, atualmente, o país tem registrado 1.440.536 Técnicos e 433.536 Auxiliares de Enfermagem que somando são 1,8 milhão de profissionais. No Amazonas são 39.301 Técnicos de enfermagem e 3.173 Auxiliares, trabalhando na área segundo o COFEN-AM.
O profissional técnico de enfermagem é responsável desde do recebimento do paciente, a preparação do leito, atuando em casos de urgências e emergências, realização de curativos, como também funções administrativas no ambiente hospitalar.
Nesta data tão importante, conheça histórias de profissionais que atuam na área em Manaus.

A profissional Camila Julia atendendo uma paciente

A técnica de enfermagem Camila Julia de 26 anos, trabalha em um hospital particular na zona leste de Manaus, ela escolheu a profissão após ter acompanhando familiares nos hospitais, e enxergou nas visitas uma grande curiosidade pela área. “Acompanhando minha mãe e meu irmão em suas idas a hospitais para o diagnóstico e tratamento de TDAH, sempre achei curioso aquela rotina hospitalar”.
Camila que recentemente se formou em Enfermagem conta que o técnico auxiliou ainda mais na sua escolha profissional de vida. “Quando pude escolher, comecei o técnico de enfermagem pra saber se era aquilo que eu queria para minha vida mesmo, e acabei gostando de fato.”

A profissional atua na área de obstetrícia e pediatria, em escalas de 12×36, incluindo plantões, além de extras para conseguir uma renda para ajudar familiares e despesas: “Minha rotina é bem corrida, trabalho em escala 12×36 mas sempre estou fazendo extras virando plantões 24h, pra juntar um dinheirinho para planos futuros e ajudar minha família também. Trabalho no turno da noite e muitas vezes acaba sendo mais cansativo do que parece.”

Já na UBS Vicente Pallotti, no bairro Praça 14, a também Técnica de Enfermagem Renata Araújo de 26 anos, trabalha em mais um dia de vacinação, ela escolheu a profissão por causa de um familiar cardiopata, e após incentivos de outros familiares, resolveu ingressar no curso profissionalizante.

Renata realizando mais uma vacinação

Renata foi selecionada no início do ano para trabalhar pela UBS pela secretaria de saúde do munícipio, onde trabalha das 07 h da manhã as 17:00 h, além do trabalho diurno a profissional é concursada no Hospital e Pronto Socorro João Lúcio na Zona Leste de Manaus, e trabalha em regime de plantão alternado, a profissional entra as 19h e saí as 07h. Rotinas que muita das vezes ultrapassam mais de 36h. .

“Minha rotina é sempre agitada, levando em consideração o regime de plantão e o atendimento básico, acaba sendo necessário muitas vezes uma carga de 36 horas de trabalho”.

Da alta do paciente a morte

O profissional de enfermagem está nos momentos de complicação, alta e muita das vezes nas morte dos pacientes, e para elas lidar com o luto e as emoções acaba se tornando parte diária da profissão.

“Vejo como parte do processo da vida humana, muitas histórias nos toca, sensibiliza. Em muitos momentos criamos certo vínculo com pacientes, no momento da partida é inevitável não ficar mais vulnerável diante da situação, mas como profissional temos que seguir em frente” Camila

“Muitas vezes é o profissional que acolhe familiares e amigos e tem o último contato com o paciente até o óbito, é importante que os familiares reconheçam isso e se sintam confortáveis em serem assistidos em um momento tão frágil”. Renata

Pandemia da Covid

Durante a pandemia da Covid-19 diversos profissionais da saúde se mobilizaram em todo o mundo, trabalhando no limite da exaustão física e emocional para salvar o maior número de vidas possível. Para essas profissionais, o momento foi extremamente complicado, já que esssas profissionais e suas equipes também ficavam doente e precisavam cuidar e salvar vidas.

Camila relata que a pandemia foi um momento extremamente difícil, porque ela via como o ser humano é frágil e ao mesmo tempo forte para lutar pela vida. ‘A grande demanda de pacientes trouxe além do desgaste físico o mental e o psicológico. ”Em muitos momentos tive desgaste não só físico mas também mental. Muitas vezes pensei em deixar tudo de lado por não querer mais ver aquele sofrimento todo. Porém o amor pela dedicação de certa forma dava forças para continuar, pois vejo minha profissão como uma missão, ajudar a quem precisa.

Renata conta que além do desgaste fisico, mental, o profissional de enfermagem foi extremamente corajoso porque além de cuidar de pacientes doentes de um virus que até o momento era desconhecido, outro problema surgia para as profissionais: a desinformação e as fake news ”Durante a pandemia, principalmente nos seus picos de transmissão, notou-se à primordialidade da assistência da enfermagem, driblando o medo como profissional e o cuidado com o paciente acometido de até então um vírus totalmente desconhecida, lidando com a relutância da sociedade quanto as medidas preventivas e a conjuntura da pandemia sendo camuflado em meio a fake News e desinformações. ”

Curso de técnico de enfermagem é um dos mais procurados por estudantes no Brasil

Segundo um levantamento feito pelo Educa Mais Brasil o curso é um dos mais procurado e popular pelos estudantes, por ser uma formação na área de saúde, com duração média de dois anos, é comum que haja bastante interessados em realizar o curso.

Pesquisas realizadas pela Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz e pelo Conselho Federal de Enfermagem – Cofen, apontam que a maior parte das vagas de trabalho disponibilizadas na área de Enfermagem são voltadas para técnicos, 80% das vagas são ocupadas por técnicos em Enfermagem, e os demais 20% ficam para os auxiliares e enfermeiros.

Para Camila quem deseja cursar ou esta cursando o foco é não desistir mesmo após os ‘não’ e a falta de reconhecimento que ainda atinge esses profissionais, para ela o conhecimento constante é primordial, e no fim a gratificação de uma família reunida, de um ser humano se recuperando vale a pena.

”Apesar de ser difícil lidar com o ser humano em alguns momentos, é muito gratificante ver uma família reunida após a recuperação de um ente querido, que é maravilhoso fazer parte do momento do nascimento de bebê e principalmente, a enfermagem é uma profissão que vale a pena estar inserido porque somos mais do que muita gente imagina, sem a enfermagem um hospital não funciona e podemos ir muito além, basta buscar e querer.”

Já Renata destaca que a enfermagem é a arte de cuidar e do acolhimento, indo muito além de uma unidade ou leito: ”A enfermagem é a arte de cuidar, é respeito, é acolhimento, vai muito além de um leito ou de uma unidade hospitalar, vai pra dentro de uma casa em um cartão de vacina, um sorriso com idoso ou um abraço em um familiar lidando com o óbito. Enfermagem é cuidado ”.

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