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Mês do meio ambiente: Você sabe para onde vai o seu lixo?

Em alusão ao Junho Verde, dedicado ao Meio Ambiente, diversos debates são criados para discutir a respeito da preservação e restauração da natureza. Entre eles, o problema comum em cidades grandes – o descarte incorreto do lixo comercial e doméstico. O que produzimos impacta diretamente o meio ambiente por anos.

De acordo com a Associação Brasileira de empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), durante o período de isolamento, o lixo residencial produzido no Brasil aumentou entre 15% a 25%. Esse aumento ocorreu devido os decretos governamentais para o controle da pandemia da Covid-19. Na área da saúde, de acordo com a Abrelpe, o lixo hospitalar obteve um aumento de 10 a 20 vezes por causa das medidas de prevenção onde o uso de objetos não reutilizáveis foi uma das formas de evitar o contágio entre os profissionais da saúde.

Em Manaus, a maior parte do lixo coletado pela prefeitura vai para o Aterro de Resíduos Sólidos, que fica localizado no km 19 da rodovia AM-010, que liga a capita à Itacoatiara, e apesar de Manaus dispor de um aterro sanitário controlado, o local esta próximo de atingir seu limite de armazenamento.

Proibição dos lixões a céu aberto

Foto: Divulgação/MPAM

De acordo com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o lixão é uma forma inadequada de destino final de rejeitos, que se caracteriza pelo descarte de lixo sobre o solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. Devido a isso, a Politica Nacional de Resíduos (PNRS) criou em 2010 a lei nº 12.305/10 para tratar de resíduos sólidos, os rejeitos e para o incentivo do descarte correto.

A lei também propõe o reaproveitamento e incentivo a reciclagem. Os estados deveriam encerrar os lixões a céu aberto até o dia 2 de agosto de 2014 , mas o prazo não foi cumprido e as capitais e municípios teriam até o dia 31 de julho de 2018 para se adequar a norma.

Mais uma vez os estados não conseguiram cumprir a data estipulada e as cidades com 50 a 100 mil habitantes teriam ate o dia 31 de julho de 2020 para fechar os lixões. Já os municípios com menos de 50 mil habitantes teriam até dia 31 de julho de 2021 para o cumprimento da lei. Porem, um novo projeto de lei já aprovada e prorrogou a data ate 2024.

Os impactos dos lixões ao meio ambiente

A decomposição do lixo produz gás metano (CH4), que é responsável pelo efeito estufa e o chorume, liquido produzido pela decomposição da matéria orgânica caracterizada pela cor escura e o mal cheiro que atrai moscas e roedores. O maior risco que o chorume fornece é a contaminação do lençol freático e as águas próximas, principalmente de rios e córregos. Outro fator de risco na área são os catadores de lixo que ignoram qualquer forma de prevenção de doenças e entram de forma despreparada para realizar a coleta.

Lixos e igarapés

De acordo com a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), entre janeiro a outubro de 2020, cerca de 497.237 toneladas de lixo foram coletas e direcionadas para o aterro, sendo que a coleta domiciliar representou 67,4% desse total e a média diária alcançou a marca de 1.630 toneladas. Nas coletas relacionadas aos igarapés e rios de Manaus, são 27 toneladas de lixos recolhidas diariamente, gerando gasto de aproximadamente R$ 950 mil por mês para a limpeza desses ambientes.

Reciclagem 

Foto :Euzivaldo Queiroz/Reprodução

Cerca de 40% das prefeituras ainda descartam o lixo em lixões a céu aberto e aterros sanitários, o que resulta em uma perca anual de R$ 120 bilhões em produtos que poderiam ter sido reciclados. Segundo o Ministério do Meio ambiente, apesar dos grandes volumes de lixo recolhidos, menos da metade dos municípios do Brasil contam com planos para a reciclagem do material coletado.

Em Manaus, um dos projetos voltados a incentivo da coleta seletiva foi uma parceria público-privada com supermercados onde foram instalados Pontos de Entrega Voluntária (PEVs). O depósito dos materiais podem ser feitos nas localidades disponíveis aqui.

Para as pessoas que precisam descartar grandes objetos, a prefeitura de Manaus disponibiliza o serviço de coleta desses materiais. O agendamento é feito de forma gratuita, precisando apenas entrar em contato com a Semulsp via WhatsApp, através dos números (92) 98415-9563 ou 98459-5618, nos horários de 8h às 16h, e informar quais os objetos deseja recolher. Em seguida, é marcado o dia para que a equipe vá até o endereço recolher os resíduos.

Aterro sanitário x lixões

Os aterros sanitários são projetados para o descarte seguro do lixo urbano, tendo um controle, recolhimento e tratamento do chorume e do biogás, assim como a impermeabilização. Já nos lixões a céu aberto, o controle da questão ambientação não é feito e o chorume penetra no solo, contaminando o ambiente.

Alternativas para diminuir a produção de lixo

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o brasileiro geram cerca de 230.00 toneladas de lixo diariamente. Algumas medidas simples no dia a dia podem beneficiar o meio ambiente e o consumidor como a colaboração com a coleta seletiva onde muitos profusos que seriam descartados, passam por um processo para a reutilização.

Outro habito simples é o uso de refil dos produtos a granel como os grãos e cereais, produtos de higiene e sabonetes líquidos. Essa atitude ajuda a reduzir a quantidade de plásticos e outros materiais poluentes usados na fabricação das embalagens. Da mesma forma que a não utilização de produtos descartáveis como copos e talheres.

A reutilização de roupas e acessórios também ajudam na redução do lixo, assim como a opção de leitura online, que reduzem o uso do papel impresso, ja que em sua composição, diversos produtos químicos são utilizados.

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