Uma pesquisa realizada pela Plan International revelou que nove em cada dez das meninas disseram que as fake news tiveram impacto negativo sobre elas. No Brasil, 72% receberam alguma mentira sobre a pandemia. O estudo Verdades e Mentiras – As meninas na era da desinformação e das fake news ouviu 26 mil meninas e jovens mulheres de 15 a 24 anos em 26 países, incluindo o Brasil, onde 1 mil meninas participaram. De acordo com a organização da sociedade civil, as conclusões são que os impactos para as meninas são devastadores.
Ainda segundo a Plan International, as meninas entrevistas dizem se sentir mais estressadas, ansiosas, preocupadas e inseguras com as tensões sociais em suas comunidades, além ameaçadas por riscos físicos e, principalmente, para a saúde. Entre as meninas brasileiras, ao menos quatro de cada dez não sabem ao certo como identificar as notícias falsas nas redes sociais, aplicativos de celular e sites. Destas, 6% não sabem diferenciar uma notícia falsa de uma verdadeira e 56% dizem que conseguem identificar quando se deparam com desinformação online.
Mundo pós-pandemia
Com a pandemia do coronavírus, as informações disseminadas pela internet se tornaram ainda mais importantes para a conscientização sobre as medidas sanitárias, prevenção e vacinação. Mas apesar disso, a pesquisa aponta que 72% das participantes receberam alguma fake news sobre a pandemia; 32% acreditaram em uma fake news sobre a COVID-19 e 22% questionaram a necessidade de tomar a vacina. Não só no Brasil, mas nos países de baixa e média renda que participaram da pesquisa as meninas e jovens mulheres tiveram maior probabilidade de serem afetadas por fake news e informações erradas que circulam na internet.
“Todos os dias, meninas e jovens mulheres que navegam na internet são bombardeadas com mentiras e estereótipos sobre seus corpos, sua identidade e como devem se comportar. Imagens e vídeos são manipulados para objetificá-las e deixá-las envergonhadas. As meninas têm um medo muito real de que eventos e perfis falsos possam atraí-las e enganá-las, levando a situações perigosas também no mundo físico”, afirma Bhagyashri Dengle, Diretora Executiva de Política Transformativa de Gênero da Plan International.
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*Estadão Notícias



