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O Golpismo Iminente e o Avanço Bolsonarista contra a Democracia

As preparações para os atos golpistas marcados para 7 de setembro representam um importante momento de ruptura na ordem existente, sob o incentivo caótico – e na realidade, nada patriótico – do presidente Jair Bolsonaro. Muito mais do que utilizar uma data tradicional e importante para a história do país para fins políticos e eleitoreiros, a incitação de atos antidemocráticos, como o fechamento do STF e das casas legislativas apenas escancaram a face mais torpe, dentre tantas, daquele que diz nos representar e dos 30% de seus fiéis seguidores.

A ideia da mobilização é incitar a utilização das polícias estaduais a se insurgirem contra seus governadores, ou seja, novamente observa-se uma estratégia de utilização do medo como alicerce da política bolsonarista. Além disso, a mensagem será muito forte no sentido de se buscar o impeachment de Ministros do Supremo, além da declaração de suposta possibilidade de intervenção militar.

Muito se fala no artigo 142 da Constituição Federal, que supostamente atestaria a possibilidade de intervenção militar no país, porém o bolsonarismo faz uma interpretação errônea do ditame constitucional, deturpando a letra da lei Maior com o objetivo de atingir as instituições. Inclusive, alguns atribuem ao Jurista Ives Gandra da Silva Martins a suposta interpretação do art. 142, o que já foi esclarecido pelo próprio.

De acordo com Gandra, o Presidente não pode comandar Forças Armadas se este for parte do problema. Ou seja, em suas palavras, se houvesse um conflito entre o Poder Executivo e qualquer dos outros poderes com claro ferimento da Lei Maior, sem outro remédio constitucional, o presidente não poderia comandar as Forças Armadas na solução da questão se fosse o poder solicitante e, pois, parte do problema.

O momento é de atenção. Não devemos cometer o mesmo erro de 2018 e subestimar a força de Bolsonaro. O flerte antidemocrático que se realiza há 4 anos não é em vão e as instituições democráticas não são tão fortes quanto aparentam, vide o que aconteceu no Congresso americano no início do ano. A tática desesperada do presidente visa tão somente a permanência no cargo que, de forma deplorável, ocupa. Sabe, que a tendência popular, nas urnas, é de dissecá-lo e eleger alguém que não atente contra às instituições.

 Bolsonaro sabe que o caos é o único caminho que pode deixá-lo vivo, ou melhor, solto, já que a gestão desastrosa do governo na pandemia e a falta de respeito pela vida humana certamente trarão para ele seu preço carcerário, resta saber se em Bangu I ou em Gericinó. Que as instituições não se curvem, sobrevivam e, ao final punam aqueles que lhe atacam.

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