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OPERAÇÃO VIKARE: Empresários e Políticos são investigados por Tráfico Internacional de drogas no Amazonas

A operação Vikare, deflagrada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quarta-feira, 20/10, tem como alvo empresários e políticos suspeitos de envolvimento em uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas e crimes de lavagem de dinheiro. 

Os agentes federais estão nas ruas desde às 5h desta manhã, até mesmo em carros descaracterizados cumprindo diversos mandados de busca e apreensão em Manaus e no município de Itacoatiara, interior do Amazonas.

Os policiais federais estiveram em uma casa, no conjunto Sham, que seria a residência de um proprietário de postos de combustíveis do município. No local, várias documentações foram apreendidas.

Além disso, os agentes federais também estiveram em um dos hotéis mais famosos e visitados de Itacoatiara, localizado no conjunto Iraci. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

A ação que cumpre 24 mandados de prisão preventiva, além de 49 mandados de busca e apreensão, acontece em Manaus e Itacoatiara, no Pará (Belém e Ananindeua), Piauí (Teresina), Ceará (Fortaleza), Mato Grosso do Sul (Campo Grande, Paranhos e Aral Moreira), São Paulo (capital e Sorocaba), Rio de Janeiro (capital) e Paraná (Foz do Iguaçu e Londrina).

O grupo utilizava o estado do Amapá como base operacional de suas atividades relacionadas à importação e transporte de drogas, por meio de aeronaves para diferentes pontos do País.

Os alvos são pessoas físicas e também empresas.  A organização criminosa também contava com participação de brasileiros e estrangeiros, voltada à prática de diversos crimes, notadamente o tráfico internacional de drogas, por meio de uma rota que passava por países da América do Sul, principalmente Colômbia e Venezuela e tinha o estado do Amapá como uma de suas bases logísticas fundamental, de onde as drogas partiriam para outras regiões do Brasil.

Durante as investigações, a polícia descobriu ainda, que empresas de “fachadas” de outros estados participavam do esquema para ocultar o dinheiro conseguido ilegalmente.

Foto: Divulgação/PF-AP

Tráfico internacional

A organização criminosa possuía, na estrutura, mecânicos de aeronaves, pilotos, operadores financeiros responsáveis por transacionar os valores obtidos pelas atividades ilícitas, além de terceiros que recebiam quantias em contas pessoais e empresas, cujo objetivo era dar aparência de licitude aos valores obtidos com a prática criminosa.

Uma das empresas foi constituída no ramo de cosméticos, sob a administração de uma mulher de origem colombiana, residente em Sorocaba (SP), o que facilitava o acesso a produtos químicos usados no refino de drogas. Constatou-se indícios de que a mulher, de 42 anos, já havia sido presa em 2012 por tráfico de drogas e era a principal responsável pelo fornecimento de drogas da organização criminosa.

A investigação revelou também que uma empresa do ramo de venda de peixes no Rio de Janeiro (RJ) foi identificada como integrante da organização criminosa, cuja atuação consistia em esconder as drogas no meio da carga de peixe, na tentativa de dificultar o trabalho da polícia.

Foto: Reprodução

Prisão de Isaac Alcolumbre

No Amapá, um primo do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), identificado como Isaac Alcolumbre foi preso, suspeito de associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro no estado.

No mesmo estado, foram cumpridos 4 mandados de busca e 2 mandados de prisão preventiva, em empresas e duas residências localizadas em Macapá e também em um aeródromo particular.

Segundo as investigações da PF, o estado do Amapá era usado como base operacional do grupo para importação e transporte de drogas, que eram transportadas por aviões para diferentes pontos do País. Empresas de fachada eram usadas para ocultar o dinheiro e estrangeiros também participavam do esquema.

Operação VIKARE 

A ação da PF teve origem em maio de 2020, quando investigações da Polícia Federal, no Amapá, descobriu destroços de um avião numa área isolada do município de Calçoene, no extremo norte do Amapá.

A PF monitorava movimentações suspeitas de aeronaves quando encontrou os destroços. A investigação apontou que o veículo foi incendiado de propósito para ocultar provas do crime. No local onde o avião foi encontrado, outros indícios do tráfico de drogas foram percebidos, como uma vala destinada ao armazenamento das drogas.

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