Moradores de Nova Olinda do Norte e de Autazes, ambos municípios à margem do afluente, confirmaram as movimentações no rio. As dragas usadas no garimpo ilegal voltaram a descer o rio Madeira, no Amazonas, e já estão na mesma região em que foram interceptadas por uma operação da Polícia Federal e Ibama que queimou mais de 131 balsas em novembro do ano passado.
“Moro acima de Nova Olinda e ontem eles passaram aqui. Contamos umas 15 balsas. Vai começar o inferno novamente. Eles dizem na cara de qualquer um que já estão legalizados”, relatou uma moradora da região que optou por não se identificar.
Do mesmo modo, uma fonte que possui draga operando no rio Madeira também confirmou a informação. “São umas quarenta dragas”, disse, preferindo não conceder mais informações. Ela é uma das pessoas que estava no afluente em novembro do ano passado, quando o caso de exploração de ouro na região ecoou na imprensa do país. Outro garimpeiro afirmou que as dragas não estão próximas à comunidade Rosarinho em Autazes, mas sim na região de Nova Olinda do Norte, mais abaixo no rio.
A equipe do OPP, recebeu uma imagem de uma delas ancorada nos arredores do município de Nova Olinda do Norte. De acordo com a fonte, elas estão descendo o rio aos poucos e a noite para não chamar atenção.

Moradores também ressaltam que as dragas nunca foram embora após a operação da Polícia Federal no ano passado, mas apenas se esconderam em áreas menos visadas, como no distrito de Axinim, que fica no município de Borba, também no rio Madeira. “Essas operações não adiantam de nada. Lá no Axinim tem um garimpeiro chamado Paulinho. Ele até fez uma balsa nova porque a outra dele tacaram fogo”, disse uma fonte.



