Rainha por acaso:
Primogênita do duque e da duquesa de Iorque, Elizabeth Alexandra Mary nasceu em 21 de abril de 1926. Dez anos depois, uma reviravolta mudaria o destino da menina para sempre: o tio dela, Edward VIII, abdicou ao trono por ter se apaixonado por Wallis Simpson. Como a socialite estava prestes a se divorciar pela segunda vez, a tradição da época geraria um conflito entre a união e as tarefas que ele acumularia como rei.
Segundo na linha de sucessão, Jorge VI assumiu o trono aos 40 anos ao lado da mulher, Elizabeth Angela, que, posteriormente ficou conhecida por Rainha Mãe. Essa mudança de cenário colocou Elizabeth como a próxima Rainha, o que alterou o ensino e também a rotina dela, agora voltado para uma monarca.
Apesar de tudo, ela conseguiu manter o mínimo de normalidade, inclusive casando-se por amor com Filipe Mountbatten, ex-príncipe da Grécia e Dinamarca, que depois do matrimônio passou a ser conhecido como Duque de Edimburgo. Foram 73 anos casados, que só terminaram quando ele morreu em decorrência de problemas cardíacos, em abril de 2021. Da união nasceram quatro filhos: Charles, Anne, Andrew e Edward.
Jovem monarca:
Em fevereiro de 1952, uma nova surpresa na vida de Elizabeth: enquanto ela estava em viagem oficial por Austrália, Nova Zelândia e Quênia, recebeu a notícia que o pai havia falecido, vítima de trombose coronariana. Tal fato a transformava em rainha com apenas 25 anos, mesmo que a coroação oficial tenha acontecido mais de um ano depois deste dia.
Mesmo com fatos históricos ocorridos durante o reinado dela, como as Guerras das Malvinas e do Golfo, e primeiros-ministros emblemáticos, como Winston Churchill, Margaret Thatcher e Tony Blair terem deliberado com ela, foram as polêmicas familiares que se destacaram durante o tempo em que esteve no trono. Da impetuosidade da única irmã, Margaret Rose, com quem tinha uma relação forte de afeto até a morte da Condessa de Snowdon, em 2002, aos problemas matrimoniais, nunca confirmados (como é costumeiro na Família Real) com o Duque de Edimburgo, nada superou o tumulto causado pela união do primogênito, Charles, com Diana.
De lá para cá, muita coisa aconteceu. Em 2002, ela se tornou a soberana com maior tempo de reinado no Reino Unido, quando superou os 63 anos e cinco meses da rainha Vitória, que ocupou o posto de 1837 a 1901. O jubileu de platina, no qual somou 70 anos como monarca, foi comemorado em fevereiro de 2022. Embora nunca tenha concedido entrevistas, com o passar dos anos ela conseguiu imprimir, em especial nos mais jovens, a imagem de “senhorinha fofa”, o que a tornou o membro mais popular da realeza.

Popularidade na corte:
Apesar do casamento conturbado com o príncipe de Gales, permeado por traições, que, de acordo com especialistas na corte, começaram antes mesmo da união, com o romance entre Charles e Camilla Parker Bowles, que à época era casada com Andrew Parker Bowles, Lady Di foi um dos grandes nomes da família real britânica. Mãe amorosa dos príncipes William — agora primeiro na linha de sucessão ao trono — e Harry, ela se destacou não só pela beleza e elegância, mas também pela postura acolhedora e tida como espontânea muito diferente da frieza dos protocolos reais, o que rendeu a ela a alcunha de Princesa do Povo.
A popularidade de Diana era tanta, que a falta de pronunciamento oficial quando ela morreu após sofrer um acidente de carro, em 1997, chegou a abalar a popularidade da família real. Cinco dias depois do acidente Elizabeth fez um discurso televisionado, algo que – fora as mensagens de Natal — até aquele momento só havia acontecido em 1991, devido à Guerra do Golfo. Mas a reconciliação com os “súditos” só veio mesmo com o gesto de reverência da rainha quando o caixão de Diana passou em frente ao Palácio de Buckingham.
O impacto de Diana
Falar da Princesa Diana é falar também de sua história conturbada na família real. Lady Di se casou em 1981 com Charles, príncipe herdeiro da coroa, mas o que prometia ser um casamento de conto de fadas virou um pesadelo.

Filho da Rainha Elizabeth II, o príncipe Andrew se envolveu em um grande escândalo sexual ao lado do financista americano Jeffrey Epstein. Segundo denúncia, Epstein, que teria feito várias vítimas, teria forçado a americana Virginia Roberts a fazer sexo com Andrew. O príncipe nega.
A situação causou tanta revolta que fez Andrew perdeu seus títulos militares e não poder mais ser chamado de ‘sua alteza real’.

Tabloides da Inglaterra começaram a noticiar que Meghan teria um comportamento de ‘diva’, tendo assediado moralmente seus funcionários. Outras notícias diziam que a companheira de Harry não se dava bem com Kate Middleton, esposa de William.
Em meio à tudo isso, Meghan e Harry anunciaram, em 2020, que estavam renunciando aos seus deveres reais. O casal decidiu ser financeiramente independente e se mudar para o Canadá.
Em entrevista à Oprah, Meghan falou um pouco mais sobre essa decisão que pegou todo mundo de surpresa. Ela diz que chegou a pensar em suicídio enquanto vivia como um membro da realeza britânica, e que, enquanto estava grávida de Archie, primeiro filho com Harry, teve de lidar com pessoas da casa real preocupadas com a cor da pele da criança.

O filho primogênito da rainha é agora rei Charles 3º.
O ex-príncipe de Gales se casou com Lady Diana Spencer, que ganhou o título de princesa de Gales, em 29 de julho de 1981. O casal teve dois filhos: William e Harry. Mais tarde, eles se separaram e seu casamento foi dissolvido em 1996. Em 31 de agosto de 1997, a princesa morreu em um acidente de carro em Paris.
Ele se casou com Camilla Parker Bowles em 9 de abril de 2005.

O príncipe William é o filho mais velho do agora rei Charles 3º e Diana, princesa de Gales — e é o primeiro na linha de sucessão ao trono.
O duque tinha 15 anos quando sua mãe morreu. Ele estudou na Universidade de St Andrews, na Escócia, onde conheceu sua futura esposa, Kate Middleton. O casal se casou em 2011.
Em seu 21º aniversário, ele foi nomeado Conselheiro de Estado — substituindo a rainha em ocasiões oficiais. Ele e a mulher tiveram seu primeiro filho, George, em julho de 2013, o segundo, Charlotte, em 2015, e o terceiro, Louis, em 2018.
O príncipe treinou com o Exército, a Marinha Real e a Força Aérea Real (RAF, na sigla em inglês) antes de passar três anos como piloto de busca e resgate da RAF em Valley, em Anglesey, norte do País de Gales. Ele também trabalhou meio período por dois anos como copiloto de ambulância aérea na região de East Anglia, no leste da Inglaterra, em paralelo a seus deveres reais. Ele deixou o cargo em julho de 2017 para assumir mais funções reais em nome da rainha e do duque de Edimburgo.
Como herdeiro do trono, seus principais deveres são apoiar o rei em seus compromissos reais.
E para finalizar, toda família tem seus altos e baixos, inclusive a Família Real.
*GSHOW/YAHOO NOTÍCIAS



