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Ranking de vacinação do AM: Manicoré lidera com 103,6% dos prioritários atendidos

Manicoré, situada a 332 quilômetros de Manaus, é o município do interior do Amazonas que mais vacinou os grupos prioritários estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Até este domingo (20/06) foram vacinados 103,6% do total de população programada. 

No topo do ranking, Manicoré é sucedida por Parintins (96,5%), Itapiranga (96,0%), Benjamin Constant (94,5%) e Maués (93,4%). A capital, Manaus, atingiu 91,9% da meta de vacinação. 

Os municípios com menor índice de vacinação são Canutama (41,6%), Nova Olinda do Norte (41,5%) e Barcelos (41,3%). Os dados são da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM). 

Manicoré 

Em Manicoré, já estão sendo vacinadas pessoas com idade  acima de 18 anos, sem comorbidade. Adriana Moreira, secretária de saúde do município, aponta como principais desafios a extensão territorial (48 mil km²) e o número de profissionais habilitados para realizar a vacinação.  

A questão logística foi um dos principais desafios enfrentados. Para se ter uma ideia, o município tem um distrito chamado Santo Antônio do Matupi, que fica bem distante da sede de Manicoré. Chegar lá exige um trajeto de 29 horas em barco de linha e mais 4 a 5 horas de carro.

A estratégia adotada na cidade foi aproveitar os saldos de vacina para adiantar grupos prioritários. Para atender à zona rural, foram necessárias duas expedições. “Fretamos embarcação para atender as comunidades distantes e contratamos mais profissionais técnicos de enfermagem e enfermeiros”, explicou a secretária de saúde.

Após completar a vacinação no interior do município, começou a vacinação na zona urbana. “Nós estamos vacinando pessoas de 18 acima. Se não tiver uma demanda alta desta população, nós vamos fazer buscativas casa à casa”, disse Adriana Moreira. 

Segundo a secretária de saúde, o objetivo é vacinar 100% da população de Manicoré no tempo mais rápido possível.

Parintins

Em Parintins está sendo vacinada a população com faixa etária de 30 a 34 anos. Elaine Pires, coordenadora da Vigilância em Saúde de Parintins, explica que a estratégia adotada pela equipe técnica junto com o gestor, o prefeito Bi Garcia (DEM), foi de remanejar as doses de vacina disponíveis para as faixas etárias que no município foram as mais atingidas (os jovens/adultos) com e sem comorbidades, zona urbana e rural.

A decisão foi tomada com base em análise do cenário epidemiológico do município em relação a incidência de positividade de casos, internações e óbitos por faixa etária nas zonas urbana e rural. 

“Realizamos um planejamento onde provisionamos todas as segundas doses e as primeiras doses disponíveis colocamos à disposição por faixa etária, escalonadas em dias específicos em ordem decrescente. Exemplo: estamos trabalhando essa semana a faixa etária de 30 a 34, então segunda é 34 anos, terça 33 anos e assim sucessivamente, para evitar aglomerações e o mais importante sem faltar as doses”, afirmou a coordenadora. 

O sistema adotado no município, no entanto, foi alvo de recomendação assinada pelo  Ministério Público do Amazonas (MPAM) e pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE/AM).

Os órgãos expediram recomendação conjunta à Prefeitura de Parintins para que seja priorizada a vacinação contra a covid-19 dos grupos prioritários previstos no Plano Nacional de Imunização (PNI), principalmente dos trabalhadores da educação e das grávidas e puérperas, com ou sem comorbidades.

Conforme informações divulgadas pelo MPAM, a  recomendação leva em conta que a Prefeitura não estava vacinando os grupos prioritários, preferindo vacinar a população geral de forma irrestrita, o que é uma violação ao PNI contra a covid.

*Os dados contidos na matéria foram atualizados às 10h do dia 20 de junho de 2021 (domingo). Acompanhe os números do link www.fvs.am.gov.br/indicadorSalaSituacao_view/

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