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O vale tudo contra os povos indígenas

Atualmente o Estado brasileiro é incapaz de garantir os direitos mais básicos do cidadão. A exemplo disso, é o estado caótico em que a saúde pública atravessa. Em um dos momentos mais difíceis, esse certamente será marcado na história como sendo um dos mais doloridos da República. 

A pandemia causada pelo coronavírus baixou as calças do governo federal para mostrar a vergonha brasileira no cuidado com os pacientes que se amontoam nos hospitais entregues à própria morte e são tratados com medição sem eficácia. A imprensa livre está aí para contar os muitos fatos que acontecem país afora.

O mesmo ocorre com o homem que vive no campo. O pobre, o preto e o trabalhador, que sempre carecem da atuação estatal para gozar dos direitos mais básicos do ser humano: o direito à livre manifestação, alimentação, moradia, saúde, direitos trabalhistas, entre tantos outros. 

No caso dos povos indígenas, as comunidades consorciadas por meio de suas lideranças buscam a cada dia, a efetivação dos direitos mais básicos do ser humano: o direito à vida, sobretudo em tempos de pandemia. E em nome desse direito, se expõem diante do aparelho estatal que tem cheiro de enxofre, cara e o jeito do cão!

As comunidades representadas por suas lideranças possuem um papel fundamental na defesa dos direitos e geralmente tem sido estas quem tem recebido o maior impacto na contra força da militância bolsonarista, travestida de serviço e agente público. 

Prova disso é a atuação do presidente da FUNAI que mandou intimar os lideres indígenas Sônia Guajajara e Almir Suruí para prestarem esclarecimentos em um inquérito ilegal que se prestava a constrangê-los por simplesmente desempenharem seu direito constitucional manifestarem-se contrários a antítese ditatorial brasileira. 

Ainda bem que, como já mencionei no artigo anterior, nós povos indígenas possuímos a autodeterminação de nossas vidas e por essa razão, também de forma coletiva, fomos ao judiciário buscar o remédio para esse mal que assola o povo brasileiro com autoritarismo típico. Como resultado do constrangimento ilegal, o movimento indígena obteve na justiça o direito de impedir que tal pratica abusiva se perpetrasse como forma de constranger nossas lideranças. 

As práticas abusivas da parte das autoridades estão espalhadas pelos quatro cantos do Brasil e se repetem cotidianamente, vez que as coordenações locais da Funai estão loteadas entre os padrinhos do projeto governista, e aí se encontra de tudo: evangélicos, militares, pecuaristas, mineradores ilegais, entre tantos outros guetos. O resultado disso, geralmente leva à supressão de direitos dos povos indígenas ou a prática de ilegalidades como esta que ocorreu no decorrer da semana, com o pedido de abertura de inquérito policial requerido pela FUNAI, com vistas a constranger as lideranças constituídas com falsas acusações. 

Tudo em nome do projeto de poder extremista. 

Continuamos de olho!

Por Eliesio Marubo

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