O treinador de handebol preso em Saudades, no Oeste, por abusos sexuais contra alunos crianças e adolescentes foi denunciado ao Poder Judiciário pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e pode se tornar réu por 43 crimes, entre eles, estupro de vulnerável, importunação sexual e armazenamento de pornografia infanto-juvenil.
A denúncia foi ofertada nesta semana e aguarda apreciação da Justiça. De acordo com as investigações, foram pelos menos 18 vítimas entre 12 e 17 anos de idade à época dos abusos.
Os crimes aconteceram entre 2018 e 2022. O MPSC não informou o nome do treinador e o g1 não localizou a defesa dele.
A prisão preventiva do treinador de 37 anos foi decretada e ele foi detido durante uma partida em 28 de novembro. O homem se usava da confiança das vítimas durante competições e os abusos aconteciam nos vestiários e até nas arquibancadas de ginásios.
“Viu que uma das vítimas estava sentada na arquibancada e se aproximou, momento em que praticou o crime de estupro de vulnerável – ato diverso da conjunção carnal. Além disso, aproveita-se de campeonatos de handebol para, no momento em que as vítimas estavam no alojamento e já descansando, praticar os abusos sexuais, especialmente com toques nas partes íntimas delas”, ressaltou, na denúncia, o promotor de Justiça Bruno Poerschke Vieira.
O MP chegou ao total de 43 crimes contra o treinador ao identificar que eles aconteceram de forma reiterada. Ele foi denunciado por:
- estupro de vulnerável;
- importunação sexual;
- tentativa de induzir e atrair à exploração sexual;
- adquirir, possuir e armazenar fotos das vítimas em cenas pornográficas;
- tentar obter vantagem ou favorecimento sexual;
- assediar, instigar e induzir algumas das vítimas a se exibirem de forma sexualmente explícita;
- e também por entregar cigarro eletrônico aos adolescentes em diversas ocasiões.
Para concluir a investigação e identificar os crimes e vítimas, o promotor de Justiça enfatizou a importância das denúncias em casos do tipo, onde a violência acontece, na maioria das vezes, de forma silenciosa.
A coragem dos ofendidos em denunciar os agressores é a melhor forma de não os deixarem sair impunes das perversidades que praticam. O Ministério Público continuará combatendo essas práticas criminosas, prestando o devido apoio às vítimas e incentivando que os crimes contra a dignidade sexual cheguem ao conhecimento das autoridades competentes para que os abusadores sejam devidamente investigados, processados e punidos”, reiterou Vieira.
*G1



