“ ATÉ QUANDO, CATILINA, ABUSARÁS DE NOSSA PACIÊNCIA”, dessa forma, em 63 a.C. o Consul Senador Tulio Cícero, em quatro discursos referiu-se ao também Senador Lucio Sérgio Catilina ( daí o nome ) no plenário do Senado Romano, denunciando atos de conspiração contra a República.
Catilina, juntamente com seus seguidores subversivos, planejava derrubar o Governo, buscando ardorosamente o Poder. Desmascarado por Cícero, foi dele afastado , indo juntar-se a seus camaradas para entabular um outro tipo de enfrentamento, visando sempre a tomada do Poder. Morreu tentando.
Diríamos, hoje: “ ATÉ QUANDO OS ESQUERDISTAS VAO ENGANAR O POVO BRASILEIRO ? ”.
Moro , um Juiz muito bem preparado, mas sem qualquer destaque nacional, escondido no Paraná, incorporou e assumiu esse papel . Aproveitando-se da popularidade rara, que lhe haviam trazido os processos da “Lava jato “, dos quais, como Magistrado, tinha controle absoluto, inicia, assim, a construir seu caminho malévolo em busca da conquista, maquiavélica, do poder.
Assombrava, ao mesmo tempo que envaidecia, a sofrida Sociedade Brasileira, com a coragem daquele Juiz, com aquela valentia, com aquelas Decisões surpreendentes , até então esquecidas do Povo , protagonizando ações de caça aos corruptos, de prender os inatingíveis, enfim, coisas que os Brasileiros há muito não viam nem tinham mais lembranças, mas que sonhavam. Sua grande oportunidade, como disse, veio pela operação da Policia Federal e Ministério Público conhecida como Lava-Jato e culminando com o processo do Ex-Presidente, quando condenou-o e decretou sua prisão. O maior bandido do Brasil, ex-presidente da Republica, Luis Inacio da Silva, ( cod nome Lula ) havia sido preso pelo Juiz do Paraná, pelo Moro. Enfim um Juiz “honesto”, inatingível, incorruptível.
Nessa fase, já tinha ele, em suas mãos, a totalidade da simpatia da fragilizada sociedade brasileira . Não mais interessava, a ninguém, saber que tudo aquilo o que fazia o Juiz Moro, não era nada mais nem menos que cumprir sua função jurisdicional; tudo que fazia era cumprir seu Juramento feito quando de sua posse na Magistratura, cumprir a Constituição e as Lei do País; tudo aquilo que fazia era, trabalhar, com afinco , dignidade e honestidade, como a totalidade dos Magistrados Brasileiros fazem diariamente cumprindo suas obrigações constitucionais.
Mas o povo, coitado, há muito ferido e maltratado, só tendo notícias do avanço da corrupção, ainda, incendiada por uma mídia comprada e vermelha, encontra finalmente sua saída: Aquele era o “ CARA”. Vamos colocar todas as nossa fichas nesse Juiz. E, de plano e imediatamente, como é comum no Brasileiro, já queriam promove-lo de Juiz de 1ª Instância a Ministro da Corte Maior Brasileira, o STF.
Na realidade era bastante compreensível tal atitude face ao desespero da sociedade e ante a inercia da maioria da classe Judicial Brasileira.
Corre grandes riscos, diz a história, a Sociedade, quando a ela se apresenta o “Salvador da Pátria”, que com suas ações, faz-se acreditar que vai mudar todo panorama que nos aflige, eliminando seus males e combatendo o bom combate. Com o correr dos tempos, a vida nos mostra, que os salvadores da Pátria, tornam-se os maiores desastres.
A articulação foi tão bem feita, tão bem maquinada, e ai já com inúmeros “amigos e parceiros “, até do exterior, nosso novo Governo, que teria que ser totalmente diferente dos que há tempos aguentávamos, e que, verdade seja feita, também procurava um “Salvador da Pátria”, dobrou-se igualmente a seus encantos. Ali e nessa hora, Moro encontrou seu espaço definitivo e traçou seu destino, aceitando o convite, feito pessoalmente pelo Presidente da República, para assumir a Pasta da Justiça e Segurança, mesmo, como é praxe dos heróis patriotas, sacrificando-se em ser exonerado de seu cargo de 20 anos na Magistratura, perdendo assim todos seus direitos e benefícios da atividade, mas pelo bem maior de servir à Nação Brasileira, valia todo e qualquer sacrifício.
Traidor, isso sim.
Me impressiona não ter o sistema de proteção do Governo, que conheço bem, captado às intenções do futuro Ministro. Não é possível não ter sido êle , a fundo, investigado, pois iria assumir um Ministério, o da Justiça. Largou tudo, e ninguém desconfiou de nada ? de que sua trajetória visava o Poder maior, a Presidência do Brasil talvez e se fosse necessário, uma passagem rápida pelo STF.? Ninguem viu ?
Mas a máscara caiu e com ela o Salvador da Pátria. Mordido profundamente pela mosca azul, se revelou, finalmente, para aqueles que o “endeusavam”. Quanta decepção ao povo brasileiro. De conluio com os “comunas”, imprensa e políticos, também traidores , quis começar a “governar” desde logo, não acatando ordens e determinações do Presidente e , contra elas, se rebelando. Está agora nas mãos de seus novos ou serão antigos amigos. Tenho certeza que essa história está apenas começando, vamos ainda ouvir, infelizmente, no cenário Nacional, muito falar desse elemento. Naturalmente vai ser convidado pela classe podre a filiar-se em algum partido também podre; Vai ganhar dinheiro falando mal do Presidente nas palestras que fara para os comunas; Vai viajar às custas de outros governos para que conte sua “triste” história.
Já saiu e não tem mais volta. Parabéns meu Presidente, mais um inimigo abatido. Embora tenha demorado um pouco para descobrir a maçã podre, acabou descobrindo e descartou-se dela. Foi uma lição dura, mas é preciso esmiuçar, nas entranhas, àqueles que são chamados a colaborar com o Governo.
Ainda tem gente “perigosa” andando por aí.
Temos que ficar de olho e não abaixar a guarda.
Rio, 06 de Dezembro de 2021
Olympio Junior
Ministro Aposentado do STM



