Olá habitantes do multiverso da nerdice. O tão esperado filme O Esquadrão Suicida, do diretor James Gunn (o mesmo de Guardiões da Galáxia 1 e 2 da Marvel), finalmente estreou nesta última quinta-feira (05/08) e meus amigos…é literalmente tiro, porrada e bomba! Na coluna de hoje vamos falar mais sobre a origem do Esquadrão Suicida, este filme e o futuro promissor do DCEU (DC Extended Universe), ou Universo Estendido da DC… sigam-me os bons!
A ORIGEM DO ESQUADRÃO

O Esquadrão Suicida surgiu pela primeira vez em 1959 em uma revista chamada The Brave and the Bold da DC Comics e era sobre um grupo de militares que para evitar serem condenados na corte marcial, aceitavam participar de missões “suicidas”.
O Esquadrão original foi criado pelo roteirista Robert Kanigher e pelo lendário desenhista Ross Andru. Naquela época já surgia a figura do Coronel Rick Flag. Somente em 1987 o Esquadrão recebeu uma reformulação pelo roteirista John Ostrander (que inclusive faz uma ponta em O Esquadrão Suicida), que o aproximou do que conhecemos hoje.
Ostrander foi responsável pelo conceito de que o governo recrutaria super vilões para missões consideradas “suicidas” em troca de redução de suas penas, usando braceletes que explodiam caso o vilão tentasse fugir, bem como foi o criador da mais importante personagem do universo do Esquadrão, Amanda Waller, a agente de alta patente do governo que é responsável por recrutar e enviar os vilões em suas missões.
As novas histórias do Esquadrão Suicida foram um sucesso e também estabeleceram alguns membros conhecidos da equipe, como o Pistoleiro, Capitão Bumerangue e a Magia.

Com uma aparição aqui e acolá nos anos 2000, depois do sucesso da década de 90, somente em 2011 com o lançamento da iniciativa Os Novos 52, que reformulou a DC Comics é que o Esquadrão Suicida se estabeleceu definitivamente, com a adição da vilã mais carismática da DC, a Arlequina. Essa fase dos Novos 52 foi a base do que seria a primeira adaptação do Esquadrão para os cinemas.
DAVID AYER E O AYERCUT

Em 2016 foi lançado o primeiro filme do Esquadrão Suicida, pelas mãos do aclamado diretor David Ayer, de Dia de Treinamento e Donos da Rua. Pela bagagem do diretor e depois de um primeiro trailer fantástico e sombrio, era esperado um filme com um tom sério e uma história de ação bem resolvida.
Mas não foi isso que se viu no cinema, o filme sofreu do mesmo mal da Liga da Justiça de Joss Whedom, uma colcha de retalhos sem sentido com muito grafismo e músicas de videoclipe, uma espécie de Deadpool piorado.
Mas foi isso mesmo que os executivos da Warner fizeram, depois do corte original de David Ayer estar pronto, o filme foi inteiramente retalhado e vários elementos mais pop foram adicionados ao filme, mais cor, mais música, justamente para tentar surfar no sucesso dos filmes da concorrente Marvel.
O resultado foi desastroso e o filme foi um fracasso nas bilheterias. David Ayer diz que o corte que foi ao cinemas não foi o seu corte original e que seu filme era um drama psicológico e sombrio.
Depois que Zack Snyder conseguiu finalizar e lançar o seu corte de Liga da Justiça em março deste ano através do HBO MAX, cresce cada mais na internet o movimento #ReleaseTheAyerCut, para que também o diretor David Ayer tenha a chance de mostrar seu corte original do Esquadrão Suicida. O próprio Ayer posta constantemente no twitter sobre isso e nas últimas semanas até os atores entraram no movimento pedindo o AyerCut. Tomara que aconteça.
O ESQUADRÃO SUICIDA DE JAMES GUNN

Meus amigos…que filmaço! O Esquadrão Suicida do diretor James Gunn é sensacional!
Que James Gunn sabe trabalhar com filmes de equipe é notório, visto que ele pegou uma equipe B do universo Marvel e transformou em um dos maiores sucesso do MCU. Em O Esquadrão Suicida é possível notar que ele utiliza sim a mesma habilidade e alguns elementos que fizeram de Guardiões da Galáxia um tremendo sucesso…a química da equipe, o trabalho excepcional com os personagens e as músicas. Só que a Warner disse pro James: Vá, faça o que você quiser…e ele fez! O filme entrega uma violência extrema, humor, sadismo, envolto em uma boa história, que tem sim seus momentos sombrios e densos.
A premissa é basicamente Amanda Waller mandando a Força Tarefa X (que é o nome oficial do Esquadrão Suicida) em uma missão para desbancar um golpe militar ocorrido em Corto Maltese (um país fictício, localizado na américa central, que faz parte também do universo DC dos quadrinhos), só que chegando lá o Esquadrão acaba descobrindo uma ameaça maior que acaba implicando também o governo dos Estados Unidos.
O filme traz de volta alguns personagens do primeiro filme do Esquadrão de David Ayer, como a própria Amanda Waller (Viola Davis), coronel Rick Flag (Joel Kinnaman), o Capitão Bumerangue (Jai Courtney) e é claro, a Arlequina de Margot Robbie, mas sem fazer nenhuma referência ao filme anterior nem ao filme Aves de Rapina, e adiciona quase uma dezena de personagens novos e muito carismáticos como o Pacificador (John Cena), o Sanguinário (Idris Elba) e a sensacional Caça Ratos 2 (Daniela Melchior), o Bolinha (David Dastmalchian) e o engraçadíssimo Tubarão Rei (dublado por Sylvester Stallone).

Aliás, Margot Robbie está magnífica como Arlequina neste filme…se a academia não fosse tão conservadora, ela bem que poderia levar um Oscar por este filme. Ela alterna entre a loucura, inocência, o nonsense e a fúria que fazem desta Arlequina a melhor já apresentada nos cinemas. E James Gunn, obrigado por ter nos dado a melhor e mais épica cena da Arlequina. É de tirar o fôlego!
O FUTURO DO DCEU
O Esquadrão Suicida de James Gunn mostra que o Universo Estendido da DC está vivo e muito vivo! Diferente, mas seguindo a linha da Liga da Justiça de Zack Snyder, o Esquadrão mostra que dá sim para adicionar humor, cores e o melhor, muita brutalidade aos filmes da DC, separando as visões de universo com a concorrente Marvel, mas ainda assim agradando aos fãs.
E o hype está altíssimo para as próximas produções da DC, como The Flash, Adão Negro, Shazam 2, The Batman e etc.
Com o multiverso sendo apresentado no filme do Flash dá sim para dar continuidade ao universo criado pelo Zack Snyder, mesmo ele não estando mais à frente, dá para ter o Batman com Robert Pattinson, dá para continuar com o Batman do Ben Afleck, a Mulher Maravilha da Gal Gadot, o Superman do Henry Cavill e mesmo assim há espaço para o Superman do Michael B. Jordan e tudo mais o que a DC quiser apresentar.
É simples, basta respeitar os personagens, criar ótimos filmes como O Esquadrão Suicida, deixar os diretores trabalharem sem a interferência de meia dúzia de engravatados que não entendem nada deste universo, que o sucesso vem.
É isso aí, habitantes do multiverso. Vá ver o Esquadrão Suicida de James Gunn no cinema, só não leve seus pimpolhos pois o trem é bruto, tem muita violência gráfica (é miolo, membros dilacerados e sangue toda hora) e até nudez (afinal, o filme é Rated-R, ou seja, para maiores de 18 anos nos EUA e para maiores de 16 anos no Brasil), mas com certeza você vai se divertir e muito. Só não esqueça da máscara, do álcool gel e de manter o distanciamento nas salas de cinema. Até semana que vem, stay safe!
Não esqueça de escutar o podcast da coluna que está saindo toda sexta-feira, no Spotify. Olha lá: https://open.spotify.com/episode/1GLInbEt6l1roEibgWc4dx?si=9l_zobJNTDCKxYMPVl-3fg&dl_branch=1




